01/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

No Parque das Tribos, FVS-RCP participa de projeto para identificação de tuberculose e outras doenças

Publicado em 21 de março, 2025

Foto: Arthur Castro/Secom

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) participa, nesta sexta-feira (21/03), da atividade de campo do projeto de investigação epidemiológica para tuberculose, HIV, hepatites, sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), na comunidade indígena Parque das Tribos, zona oeste de Manaus.

A ação de campo do projeto segue até sábado (22/03) e faz parte de projeto iniciado na primeira quinzena de março para ampliar o diagnóstico e controle da tuberculose na comunidade indígena urbana. O projeto contempla o rastreamento de cerca de 2,5 mil moradores, com tecnologias de ponta como raios-X portáteis, testes moleculares e rápidos para a detecção de tuberculose ativa, latente, HIV, hepatites e sífilis.

A pesquisa é realizada pelo Instituto Monster de Ensino e Pesquisa, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Fundação Maria Emilia, em parceria com a Fundação de Medicina Tropical – Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Manaus e profissionais de saúde da comunidade Parque das Tribos.

“A FVS-RCP atua nessa forma colaborativa no projeto visando fortalecer as políticas públicas de saúde para as comunidades indígenas. É compromisso da fundação atuar estrategicamente para difundir a prevenção, a importância do diagnóstico precoce e tratamento preventivo da tuberculose”, ressalta a diretora-presidente da FVS-RCP, Tatyana Amorim.

A ação busca, além do diagnóstico, promover a sensibilidade sobre a doença e a importância do diagnóstico precoce.

O responsável pelo DVE da FVS-RCP, Alexsandro Melo, afirma que este projeto chega até populações com características específicas e integra as ações da campanha estadual de combate à tuberculose de 2025. “A parceria atua no sentido de ampliar a detecção da tuberculose. Estamos no mês alusivo de combate à tuberculose e essa é mais uma ação da fundação para incentivar e trabalhar a prevenção e o diagnóstico da doença”, disse.

Para a pesquisadora do Instituto de Pesquisa em Populações Prioritárias (IRPP), Beatriz Duarte, o estudo da prevalência de tuberculose subclínica nas comunidades indígenas é um passo importante para que sejam produzidas ações semelhantes no futuro. “Estamos prestando atendimento para toda a comunidade adulta do Parque das Tribos, olhando e vendo saúde como um todo. A nossa expectativa é que seja a primeira ação de muitas em parceria do nosso instituto com a Fundação de Vigilância, trabalhando com mais populações prioritárias”, enfatiza a pesquisadora.

Comunidade

O projeto também é uma oportunidade para ouvir diretamente a comunidade envolvida. Moradores do Parque das Tribos têm, durante o desenvolvimento do projeto, a oportunidade de participar ativamente da disseminação do conhecimento.

O cacique do Parque das Tribos, Ismael Munduruku, destacou que o alvo da pesquisa é a maior comunidade indígena não aldeada do mundo e maior indígena urbana do país com pouco mais de 5 mil habitantes. “Essa ação vem trazer solução para esse acompanhamento de problemas que podem se tornar uma epidemia. A pesquisa é muito importante para se saber como está a população”, acrescentou Munduruku.

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