24/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Dia da Mulher: na PC-AM, força e empatia é o diferencial do contingente feminino

Publicado em 08 de março, 2025

Foto: Divulgação/PC-AM

Neste Dia Internacional da Mulher, a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) destaca como a presença feminina tem sido um diferencial significativo para a segurança pública do Estado. Isso se deve não apenas pela sensibilidade e empatia que muitas mulheres trazem para a função, mas também pelo olhar transformador em casos e situações que exigem sensibilidade.

Para a delegada Juliana Viga, titular da Delegacia Especializada em Crimes contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema), a perspectiva feminina tem sido um fator importante na maneira como a Polícia Civil aborda os crimes contra o meio ambiente.

“O olhar feminino traz uma sensibilidade para questões que muitas vezes passam despercebidas, como o impacto do desmatamento nas comunidades mais vulneráveis e na fauna local. A liderança feminina traz esse olhar mais empático, entendendo melhor o papel das pessoas nas dinâmicas sociais e ambientais”, afirmou a delegada.

O reflexo do cuidado e empatia à frente da Dema estão nos resultados de 2024, quando a unidade especializada efetuou 71 prisões em relação a crimes ambientais, sendo que oito foram em cumprimento de mandado de prisão preventiva por maus-tratos aos animais.

“As prisões preventivas são um fato histórico para a instituição. Antes de 2024, ainda não havia tido representações de prisões preventivas por crimes ambientais. A liderança feminina em uma unidade especializada como a Dema se destaca em momentos assim, pois transformamos a condução das investigações e garantimos que os crimes ambientais, como desmatamento ilegal e os maus tratos a animais, sejam combatidos com maior eficiência e sensibilidade”, explicou a delegada.

De mulher para mulher

A investigadora Jade Rodrigues, lotada na 64ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Tapauá (a 449 quilômetros de Manaus), conta que a presença feminina na segurança pública colabora para que as Forças de Segurança tenham uma relação mais empática no atendimento à sociedade.

“Há ocasiões em que obter maiores resultados por meio de conversas são mais eficazes. Além disso, as mulheres têm uma capacidade de compreender as necessidades usando uma abordagem mais sensível e isso ajuda muito no tratamento com a população”, disse a investigadora.

Foto: Divulgação/PC-AM

Em casos como violência doméstica, a abordagem feminina, o foco no cuidado e na escuta, encoraja as vítimas a realizarem denúncias de casos sensíveis e delicados, pois elas encontram nas policiais mulheres um olhar mais compreensivo diante da situação.

“Em novembro de 2024 houve um caso em que a vítima se deslocou à delegacia informando as agressões que sofria e que não tinha apoio financeiro a não ser o companheiro. Ao dar a ela a atenção devida e ouvi-la, conseguimos realizar a prisão do homem e acionamos os órgãos de assistência social do município para que ela e seus filhos tivessem o amparo financeiro necessário”, contou a investigadora.

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