
Foto: Divulgação
O livro “Brasil pós-CF 88 – A Conjuntura atual em números”, do engenheiro Samuel Hanan, é uma obra que se preocupa sobretudo em mostrar a histórica dicotomia do Brasil fantástico, como um dos maiores produtores de alimentos, óleo, gás e minérios e do Brasil vergonhoso, com desigualdades imensas no âmbito regional, social, racial, educacional, de gênero e de privilégios, entre outros aspectos socioeconômicos e sobretudo políticos.
A noite de autógrafos do livro “Brasil pós-CF 88 – A Conjuntura atual em números” será em Manaus, no salão de eventos da Valer Teatro (rua José Clemente, 600, Centro), nesta sexta-feira (7/2), às 19h.
Sustentado por muitos números e ilustrações, o autor faz uma crítica profunda através de dados estatísticos publicados pelos órgãos oficiais e procura retratar a vida dos brasileiros e os impactos que sofrem com esses indicadores impiedosos. Os dados compilados se espalham em vários itens para facilitar compreensão didática do leitor, especialmente aqueles que não estão acostumados à solidez das análises numéricas ou não são muito próximos dos algarismos.
O livro revela que as alterações aprovadas, em dezembro, pelo Congresso Nacional (projeto de lei de iniciativa de deputado do partido do governo federal) provocam perdas de renda aos aposentados (70% do total); que 100% dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BCP), cerca de 4,5 milhões de pessoas, ou 80% da população dos estados de Alagoas, Amazonas, Maranhão e Paraíba (atingindo mais de 18 milhões de pessoas), já provocaram e provocarão perdas de vencimento de quem ganha 1 salário mínimo/mês: 2025: R$9,57/mês e em 2026 as perdas poderão chegar a R$ 26,23/mês. Resumindo, estão tirando dinheiro do bolso do trabalhador/aposentado e em consequência tirando arroz e feijão da mesa das famílias mais necessitadas.
A obra também analisa que a correção anual das tabelas do Imposto de Renda deveriam ser objeto de lei, pois não é favor, mas sim um direito, afinal inflação não é renda, mas sim custos. Você comprará menos produtos com o mesmo dinheiro. Vale ressaltar que a CF/88 veda instituir tributos sem lei que o autorize e é sempre observando a capacidade contributiva do contribuinte. Se corrigida a defasagem existente, a isenção não seria de apenas R$ 2.826,65, mas todos sim com remuneração de até R$ 5.135,16/mês (para vigorar agora). Se for deixado para 2026 seria de R$5.366,24. “Não é assunto para política, mas sim injustiças com os mais 90% dos assalariados com carteira assinada”, comenta Samuel Hanan.
Livro: Brasil pós-CF 88 – A Conjuntura atual em números
Editora: Valer Editora
Autor: Samuel Hanan
Páginas: 109
Formato: 21 cm x 29 cm

Divulgação