05/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Amazonas registra 77 casos de esporotricose humana em janeiro

Publicado em 28 de janeiro, 2025

Amazonas registra 77 casos de esporotricose humana em janeiro

Informe está disponível no site da FVS-RCP (Foto: Girlene Medeiros/FVS-RCP)

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), divulga, nesta terça-feira (28/01), o informe epidemiológico de esporotricose humana e animal, uma infecção subcutânea causada por fungos do gênero Sporothrix.

O documento está disponível no site FVS-RCP (www.fvs.am.gov.br). O informe é dividido em dados de esporotricose humana e animal, notificados à FVS-RCP e é atualizado mensalmente, na última terça-feira do mês.

Esporotricose humana

No Amazonas, de 1º de janeiro até o dia 27 de janeiro, foram notificados 77 casos de esporotricose humana, sendo 34 confirmados e 43 estão em investigação. Não há óbitos relacionados à doença. Os casos confirmados correspondem a pessoas residentes em Manaus (34).

Esporotricose animal

No Amazonas, de 1º de janeiro a 27 de janeiro, foram notificados 215 casos de esporotricose animal, sendo 196 confirmados e 136 em tratamento. Foram registradas 60 eutanásias/óbitos. A maior quantidade de animais é de gatos (99%), seguidos de cães (1%). Os animais envolvidos são, em maioria (66%), machos.

Sobre a esporotricose

A esporotricose é uma infecção por fungos do gênero Sporothrix, que vive naturalmente no solo, em cascas de árvores e na vegetação em decomposição, podendo infectar humanos, gatos, cães e outros mamíferos.

A transmissão para humanos ocorre pela implantação do fungo na pele ou mucosa, por meio de contato com espinhos, palha ou lascas de madeira que estiveram em contato com vegetais em decomposição contaminados pelo fungo. Em caso de suspeita de esporotricose humana, procurar uma unidade de saúde.

Os animais podem transmitir a doença para humanos e outros animais por meio de arranhadura, mordedura ou lambedura e pelo contato com secreções respiratórias e lesões na pele e mucosas.

A orientação é evitar que cães e gatos saiam às ruas sem supervisão, isso reduz o risco de infecção por esporotricose. Em caso de suspeita de esporotricose animal, a orientação é levar o animal ao veterinário, com urgência.

FVS-RCP_2025_Esporotricose_humana_e_animal_FVS-RCP_01.01_a_27.01_1

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