11/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Indígenas pró-mineração assinam contrato com a Potássio do Brasil em Autazes

Publicado em 14 de janeiro, 2025

Indígenas pró-mineração assinam contrato com a Potássio do Brasil em Autazes

O acordo busca estabelecer diretrizes para colaboração entre o projeto de mineração da empresa e as comunidades indígenas Mura. (Foto: Divulgação)

A Potássio do Brasil anunciou nesta segunda-feira (13) a assinatura de um Acordo Preliminar de Cooperação com o Conselho Indígena Mura (CIM) do município de Autazes, a 111 quilômetros de Manaus. O acordo busca estabelecer diretrizes para colaboração entre o projeto de mineração da empresa e as comunidades indígenas Mura, enquanto enfrenta resistências de outras lideranças do território que rejeitam a iniciativa.

Segundo a mineradora, o pacto inclui a implantação do Plano Bem Viver Mura e investimentos em iniciativas de desenvolvimento social e cultural para as aldeias representadas pelo CIM. A empresa também afirma que o acordo atende às exigências legais e aos requisitos expressos pelo povo Mura, além de estar alinhado ao licenciamento ambiental vigente.

A Potássio do Brasil, subsidiária do banco canadense Forbes & Manhattan, reforçou seu compromisso com programas socioeconômicos e ambientais que complementem o projeto, que tem como objetivo explorar jazidas de potássio na região.

Apesar do apoio do CIM, o projeto enfrenta oposição de outros grupos Mura e lideranças indígenas. Indígenas de sete aldeias manifestaram repúdio à iniciativa, alegando falta de consulta prévia e exclusão de representantes do município vizinho de Careiro da Várzea. O Ministério Público Federal do Amazonas (MPF-AM) também apresentou duas ações judiciais contra o empreendimento.

Primeira ação: Investiga supostas irregularidades na liberação da licença ambiental, incluindo a ausência de consulta prévia aos indígenas.

Segunda ação: Trata da demarcação do território Soares/Urucurituba, reivindicado pelos Mura desde 2003 e que se sobrepõe ao local do futuro empreendimento.

A consulta prévia realizada pela empresa em 2023 foi questionada por lideranças indígenas e suspensa pela juíza Jaiza Fraxe, da 1ª Vara Federal do Amazonas. Contudo, após recurso da Potássio do Brasil, o desembargador Marcos Augusto de Sousa, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, anulou a suspensão. O caso aguarda agora uma decisão do colegiado do TRF1.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.