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A abertura da exposição “Poranduba Amazonense”, com obras de artistas indígenas reconhecidos no cenário nacional e internacional, movimentou o espaço cultural da Valer Teatro, no Largo São Sebastião, Centro de Manaus, no último final de semana. A nova Galeria de Arte foi aberta à visitação pública e essa primeira mostra ficará em cartaz pelos próximos três meses.
A exposição traz 30 obras de oito artistas indígenas e tem a missão de apoiar e difundir as expressões artísticas de qualidade feitas na região amazônica. “Nós que trabalhamos com as amazônias e publicamos obras de autores amazônidas, trazemos agora a Galeria, que visa cumprir esse mesmo objetivo. Trazer o Norte, os artistas, os curadores, os colecionadores e desenvolvermos um novo universo essencial para a comunidade”, afirma a coordenadora editorial da Valer, Neiza Teixeira.
“Esse espaço tem a intenção de proporcionar essa oportunidade aos artistas que produzem na Amazônia sobre a Amazônia para as pessoas que gostam da arte, da cultura, da beleza. Hoje começamos com uma exposição de obras de pintores indígenas, e nada mais adequado começarmos com eles, porque a arte na Amazônia vem lá de trás, com a arte dos povos originários e fazemos isso com bastante alegria e satisfação”, afirma o diretor do grupo Valer, Isaac Maciel.
A galeria terá uma programação de exposições trimestrais, inspiradas em títulos de livros já publicados pela Editora Valer. As exposições realizadas no local serão sempre coletivas e contarão com a curadoria e produção da “Manaus Amazônia Galeria de Arte”. “A gente está trazendo oito artistas indígenas que são reconhecidos nacionalmente e internacionalmente. Essa curadoria primou por esses artistas que foram pioneiros, que desbravaram o mercado da arte nacional e internacional e posicionaram os indígenas amazonenses nesse cenário”, ressalta o fundador da Manaus Amazônia, Carlysson Sena.

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As obras de arte são produzidas pelos artistas indígenas Duhigó e Yúpury, do Povo Tukano; Dhiani Pa’saro, do Povo Wanano; Jaime Diakara e Paulo Desana, do Povo Dessano; Sãnipã, do Povo Apurinã; Wira Tini, do Povo Kokama; e Kuenan Ticuna, do Povo Tikuna.
“Nossa arte está cada vez mais sendo visualizada no mundo todo. Estou muito feliz e grata por mais esse espaço e esse apoio, que é tão importante para nós”, afirma a artista Duhigó Tukano.
Poranduba, entre outros significados, quer dizer “histórias fantásticas”, como destaca o autor do livro “Poranduba amazonense ou Kochima-uara Porandub”, de João Barbosa Rodrigues (1842-1909). O livro, que está na 2ª edição, editada pela Valer, inspira a exposição que traz mais de 30 obras. São quadros de diferentes técnicas, da pintura à gravura e também fotografias, que revelam visões dos saberes e da contemporaneidade que esses artistas imprimem em suas obras.
As obras, que são exclusivas da exposição, estarão todas à venda e o comprador de cada trabalho receberá um Certificado de Propriedade e Autenticidade, além do Memorial Descritivo da obra, assinado pelo próprio artista. Os valores estão alinhados com o mercado dessas artes e as obras vão estar à venda, na própria Galeria ou no site da Valer Teatro.
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