
Foto: Reprodução X/Nicolás Maduro
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do Partido Socialista Unido da Venezuela, anunciou planos para promover uma reforma constitucional no país. Segundo ele, o objetivo é “consolidar a soberania popular” e “democratizar ainda mais a sociedade venezuelana”. A informação foi divulgada pelo jornal El País.
Maduro informou que criou um grupo composto por assessores internacionais e nacionais para desenvolver as mudanças na Constituição, mas não detalhou quais seriam os pontos da reforma ou o cronograma de implementação.
Essa não é a primeira vez que o governo Maduro propõe alterações na Constituição. Em 2017, durante um período de forte crise política e protestos, foi convocada uma Assembleia Constituinte. Apesar de não alterar o texto constitucional, a Assembleia sancionou leis que reforçaram o poder de Maduro, ampliando sua influência sobre o país.
Além do anúncio da reforma, Maduro sugeriu que as eleições parlamentares e regionais, inicialmente previstas para 2025, poderiam ser antecipadas para o início do próximo ano. A declaração ocorre em meio a um cenário político turbulento, com acusações de ilegitimidade envolvendo o último pleito presidencial.
A eleição presidencial venezuelana, realizada em julho de 2024, foi marcada por polêmicas. A principal líder da oposição, María Corina Machado, foi impedida de concorrer, o que levantou críticas tanto internas quanto internacionais.
Maduro se declarou vencedor das eleições sem divulgar as atas de votação, o que gerou acusações de fraude por parte da oposição e de setores da comunidade internacional. A oposição afirma que o verdadeiro vencedor foi Edmundo González Urrutia, da Plataforma Unitária Democrática (centro-direita).