
O edital selecionará duas startups lideradas por empreendedores autodeclarados indígenas, com sede em estados da Amazônia Ocidental. (Foto: Michel Dantas/Divulgação)
Um levantamento do Instituto Ethos aponta que a população indígena representa apenas 1% da força de trabalho nas grandes empresas do Brasil e ocupa 0,1% das posições de liderança. Buscando mudar essa realidade, a Chamada Elos da Amazônia 2024 – Edição Empreendedorismo Científico Indígena abriu inscrições para promover o protagonismo indígena no cenário empresarial.
Com foco em empreendedores indígenas que desenvolvem tecnologias inovadoras e sustentáveis a partir da biodiversidade amazônica, a iniciativa busca fomentar negócios competitivos, ambientalmente equilibrados e socialmente inclusivos. O edital selecionará duas startups lideradas por indígenas autodeclarados, sediadas na Amazônia Ocidental (Acre, Amazonas, Rondônia e Roraima) ou no Amapá, com até cinco anos de constituição.
Cada startup selecionada receberá um total de R$ 1 milhão, sendo:
•R$ 500 mil para aceleração do negócio, via Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio);
•R$ 500 mil para o desenvolvimento de um projeto tecnológico executado pelo Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT), com recursos da Embrapii.
Além do aporte financeiro, as startups contarão com suporte técnico especializado, conexão com incubadoras e aceleradoras, e preparação para captação de recursos via Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D).
“Essa edição reforça o compromisso de valorizar o potencial da população indígena, incentivando startups que respeitam e utilizam o rico patrimônio natural e cultural da Amazônia. É uma oportunidade única para mostrar inovação e liderança no desenvolvimento sustentável”, destaca Carlos Koury, coordenador do PPBio e diretor de Inovação em Bioeconomia do Idesam.
A Chamada Elos da Amazônia incentiva propostas que apresentem soluções tecnológicas alinhadas à sustentabilidade e ao uso consciente dos recursos florestais. As iniciativas podem incluir novos processos, sistemas ou aplicações baseadas na biodiversidade amazônica e devem estar na fase de protótipo, validação ou operação.
“Acreditamos que uma tecnologia pode surgir de qualquer lugar: de experiências empíricas, saberes tradicionais ou pesquisas laboratoriais. O importante é prepará-la para o mercado e gerar renda para as comunidades indígenas”, reforça Geraldo Feitoza, diretor executivo do INDT.
As inscrições estão abertas até o dia 24 de janeiro de 2025 e podem ser realizadas exclusivamente pelo site elosdaamazonia.org.br.
A iniciativa é uma realização do Idesam, Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), agenda da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), e conta com apoio da Embrapii e do INDT.