
(Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)
A decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a taxa básica de juros (Selic) em 1 ponto percentual, chegando a 12,25% ao ano, recebeu críticas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI). Em reunião, o CNDI aprovou uma “moção crítica” à medida, argumentando que ela pode prejudicar o crescimento econômico, os investimentos produtivos e a geração de emprego e renda no país.
O CNDI é presidido pelo vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, e conta com a participação de representantes de 20 ministérios, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de 21 entidades da sociedade civil. O conteúdo integral da moção não foi divulgado pelo MDIC, mas o ministério reforçou as preocupações do setor produtivo em relação aos efeitos negativos da alta nos juros.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também criticou a decisão, classificando-a como “incompreensível” e “injustificada”. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, por sua vez, afirmou que o aumento da Selic foi uma “surpresa”, embora previsível para parte do mercado financeiro.
De acordo com comunicado do Copom, a elevação da taxa foi motivada por incertezas no cenário internacional e pelos “ruídos” gerados pelo pacote fiscal do governo federal. O órgão indicou ainda que, caso o cenário atual persista, novas altas de 1 ponto percentual estão previstas para as próximas reuniões, em janeiro e março. A partir desses encontros, a condução do Banco Central ficará sob o comando de Gabriel Galípolo, futuro presidente da instituição.
Na próxima quinta-feira (12), Geraldo Alckmin presidirá uma nova reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável, que assessora o governo na formulação de políticas públicas. O encontro terá como temas centrais o desenvolvimento sustentável, a indústria e a transição energética, destacando a necessidade de alinhar crescimento econômico e responsabilidade ambiental.
Agência Gov