09/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Operação da PF desmantela esquema de grilagem e corrupção envolvendo a família de Sinésio Campos, do PT, no Amazonas

Publicado em 10 de dezembro, 2024

Operação da PF desmantela esquema de grilagem e corrupção envolvendo a família de Sinésio Campos, do PT, no Amazonas

Dionísia Soares Campos, filha do deputado estadual Sinésio Campos, presidente do Partido dos Trabalhadores no Amazonas, está envolvida no esquema. (Foto: Reprodução)

A Polícia Federal iniciou, nesta segunda-feira (9), uma nova fase da operação que investiga um vasto esquema de grilagem de terras, exploração ilegal de madeira e fraudes relacionadas à geração de créditos de carbono na Amazônia. A ação, chamada de Expurgare, revela envolvimentos de figuras de destaque, como Dionísia Soares Campos, filha do deputado estadual Sinésio Campos, presidente do Partido dos Trabalhadores no Amazonas, e de seu marido, Juliano Valente, diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM).

Durante a operação, dois servidores públicos foram presos, enquanto Juliano Valente foi afastado de suas funções no IPAAM. Além dele, outros quatro funcionários do órgão, responsável pela fiscalização e licenciamento ambiental no estado, também perderam seus cargos. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em propriedades vinculadas a Dionísia Soares Campos, que atualmente ocupa o cargo de superintendente de Agricultura e Pecuária do Amazonas.

Em nota, o governo do Amazonas se manifestou contra práticas ilícitas cometidas por servidores públicos e assegurou que tomará as devidas providências, afastando e exonerando os envolvidos. O governo também reiterou o compromisso de colaborar integralmente com as investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Essa fase da Operação Expurgare é um desdobramento da Operação Greenwashing, realizada em junho, que investigou crimes ambientais relacionados ao “esquentamento” de madeira ilegal. O foco atual recai sobre a lavagem de dinheiro por meio de créditos de carbono fraudulentos e a exploração ilegal de recursos naturais.

A Polícia Federal estima que o esquema tenha movimentado até R$ 1,6 bilhão, valor que está sendo bloqueado judicialmente. As investigações, coordenadas pela Superintendência da PF em Rondônia, recebem o apoio de outros estados.

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