30/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ministério da Saúde intensifica campanha contra arboviroses no Amazonas

Publicado em 03 de dezembro, 2024

Ministério da Saúde intensifica campanha contra arboviroses no Amazonas

A campanha segue até o dia 28 de dezembro. (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde iniciou, na última quarta-feira (27), a segunda fase da campanha nacional de conscientização e combate às arboviroses, com foco nos sintomas das doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. Sob o slogan “Tem sintomas? A hora de ficar atento à dengue, zika e chikungunya é agora”, a iniciativa incentiva a população a procurar as Unidades Básicas de Saúde (UBS) ao identificar sinais como febre, manchas vermelhas no corpo, dores de cabeça e dores atrás dos olhos. A campanha segue até o dia 28 de dezembro.

A ministra da Saúde, Nísia Trindade, destacou o esforço conjunto do governo para enfrentar o período crítico das arboviroses, associado às chuvas intensas. “Estamos unindo esforços para proteger a população. Diagnóstico precoce, prevenção e assistência médica são nossas prioridades”, afirmou a ministra.

Resultados da campanha e estratégias de prevenção

A primeira fase da campanha, lançada em 18 de outubro, alertou a população sobre a importância de eliminar criadouros do mosquito, com o slogan “Tem 10 minutinhos? A hora de prevenir é agora”. O Ministério da Saúde também reforça a importância da vacinação contra a dengue como uma medida de prevenção, embora a distribuição de doses ainda dependa de fabricantes.

Além da campanha, o governo federal anunciou recentemente o Plano de Ação 2024/2025 contra arboviroses, que conta com um investimento de R$ 1,5 bilhão. O objetivo é reduzir casos e mortes causados por dengue, zika, chikungunya e oropouche, doenças que têm causado preocupação com o aumento significativo de infecções.

Números preocupantes

Até 27 de novembro, o Brasil registrou 6.578.123 casos prováveis de dengue em 2024, número consideravelmente maior que os 4.079.108 casos no mesmo período de 2023. Já os casos prováveis de chikungunya saltaram de 167.741 em 2023 para 263.552 neste ano. Em contrapartida, o zika apresentou queda, com 6.415 casos em 2024, contra 7.786 em 2023.

Prevenção e mobilização

O Ministério da Saúde reforça que, além da busca por atendimento médico, a população deve continuar eliminando possíveis criadouros do mosquito, como água acumulada em recipientes abertos. A mobilização é essencial para evitar uma sobrecarga no sistema de saúde durante o período sazonal, que tende a intensificar os casos.

A campanha visa não apenas conscientizar, mas também reduzir os impactos das arboviroses na saúde pública, garantindo maior segurança e bem-estar para a população.

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