17/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Segunda aula presencial do curso “Bases para uma Educação Antirracista” debate representatividade quilombola

Publicado em 22 de novembro, 2024

Segunda aula presencial do curso “Bases para uma Educação Antirracista” debate representatividade quilombola

Com apresentações culturais e aulas expositivas, curso retratou práticas pedagógicas para educação quilombola (Foto: Eduardo Cavalcante/Seduc)

A Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc), por meio do Centro de Formação Profissional Padre José de Anchieta (Cepan), realizou a segunda aula presencial do curso “Bases para uma educação antirracista”. A última aula presencial do curso será realizada no dia 3 de dezembro de 2024, de 15h às 16h30, no auditório do Cepan, com transmissão pelo Cemeam, e será uma oportunidade para que os professores que participaram do curso compartilhem as práticas pedagógicas que foram feitas em sala de aula.

O objetivo do curso é contribuir com a equidade educacional nas escolas da rede estadual de ensino por meio de aulas virtuais e aulas presenciais. No primeiro encontro, foram debatidas as práticas voltadas para a educação indígena. Na quinta-feira (21/11), o tema exposto para discussão foi a educação escolar quilombola.

“Por muito tempo a educação escolar quilombola tem sido colocada em segundo plano, ou muitas vezes não tem sido pensada com a relevância que a temática requer, que necessita, mesmo dentro do contexto do estado do Amazonas”, ressaltou a idealizadora do curso e coordenadora do Cepan Digital, Silvana Barreto.

A aula contou com as apresentações culturais da Associação de Capoeira Arte Revelação, que apresentou a dança folclórica “Maculelê”, e dos alunos do 8º ano da Escola Estadual (EE) Professora Alda Barata, que apresentaram um trabalho com o tema “Personalidades do Samba”.

O professor formador do Cepan, Lenilson Melo, apresentou para os professores cursistas a história da abolição da escravatura no Amazonas. Além dele, a aula também contou com a presença da professora quilombola Rafaela Fonseca como palestrante, que retratou durante a aula as práticas antirracistas para a educação quilombola no Amazonas. Ela ressaltou a importância de fazer parte de cursos como esse.

“Falar da educação escolar quilombola, falar de pautas de negritude que precisam estar dentro da sala de aula para que a gente consiga passar para os alunos é de fundamental importância, porque a gente precisa conversar e falar sobre”, disse a professora Rafaela.

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