04/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Fux rejeita queixa-crime de Michelle Bolsonaro contra Erika Hilton por calúnia e difamação

Publicado em 24 de outubro, 2024

Fux rejeita queixa-crime de Michelle Bolsonaro contra Erika Hilton por calúnia e difamação

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, rejeitou a queixa-crime apresentada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro contra a deputada federal Erika Hilton (PSOL) por calúnia e difamação. O ministro considerou ser “inequívoco” que Erika Hilton está protegida pela imunidade parlamentar.

Em agosto de 2024, Michelle Bolsonaro abriu um processo contra a deputada, alegando que Hilton cometeu calúnia e difamação ao criticar, em publicação no X, uma homenagem feita à Michelle pela Prefeitura de São Paulo, com a entrega do título de cidadã paulistana em março daquele ano.

Cachorro

Na época, Hilton publicou: “não dá nem para homenagear Michelle Bolsonaro por nunca ter sumido com o cachorro de outra família porque literalmente até isso ela fez”.

O comentário da deputada faz referência a um episódio de 2020, quando Michelle adotou um cachorro que, segundo a família Bolsonaro, teria sido resgatado por um funcionário após aparecer nos fundos do Palácio do Planalto. Descobriu-se depois, porém, que o animal já tinha dono e o cachorro foi devolvido.

No processo, a defesa de Michelle afirma que as circunstâncias sobre como o cachorro foi parar o Palácio do Planalto estavam esclarecidas e que Hilton usou do episódio para “insinuar má-fé” na conduta de Michelle. A ex-primeira-dama pediu R$ 15 mil em indenização.

Pedido

Luiz Fux rejeitou o pedido ao considerar que a publicação está “diretamente ligada ao exercício do mandato parlamentar”, o que configuraria proteção por imunidade parlamentar.

A imunidade parlamentar é uma espécie de direito especial que deputados e senadores possuem para que o mandato seja exercido de forma livre e sem perseguições políticas. Com isso, congressistas não podem ser presos ou responsabilizados por opiniões, palavras e votos.

“Afigura-se nítido o teor político da publicação, voltada a reforçar sua atuação parlamentar como representante dos eleitores de São Paulo e de oposição ao atual prefeito da capital paulista”, escreveu Fux em decisão.

“O que ali se contém são afirmações que refletem a guerra de narrativas entre grupos políticos divergentes, sobre as consequências também políticas de um fato público. Mesmo quando grosseiras e ofensivas, estão, portanto, imunes à incriminação”, completou o ministro.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.