
Foto: Divulgação/Alex Pazuello/Secom
A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) atendeu, no sábado (19/10), 62 pacientes com câncer de pele que tiveram as lesões malignas retiradas por meio de cirurgia em um dia de mobilização da equipe da Fundação Hospitalar Alfredo da Matta, vinculada à SES-AM. Foram atendidas 62 pessoas que estavam na lista de espera após a triagem e o procedimento cirúrgico indicado pelos dermatologistas.
Todos os casos eram para retirada de lesões definidas como “Carcinoma Baso Celulares”, o tipo mais comum de câncer de pele, mas que se não for tratado, pode levar a amputações de órgãos e até a morte.
Os pacientes foram contatados antecipadamente para que seguissem o protocolo pré-cirúrgico do Centro Cirúrgico da Fuham, passando por avaliação cardiológica de risco cirúrgico, para os maiores de 60 anos, e fazendo testagem rápida para HIV, hepatites e sífilis.
De acordo com a secretária de Estado de Saúde, Nayara Maksoud, a programação faz parte do programa Saúde Amazonas, implantado pelo governador Wilson Lima, com objetivo de ampliar o acesso às ações de saúde. “A intensificação de cirurgias dermatológicas no Alfredo da Matta, que atendeu em sua maioria pacientes idosos, contou com equipe multiprofissional e todos os pacientes já receberam alta médica, sendo assim uma ação exitosa”, disse.
Uma equipe de 10 médicos e outros 30 profissionais, entre enfermeiros, técnicos e pessoal de apoio administrativo, foi mobilizada numa jornada que durou cerca de 10 horas. Foram usadas três salas cirúrgicas para os casos de médica complexidade e mais duas, para os procedimentos mais simples.
Para o diretor-presidente da Fuham, Carlos Chirano, essas ações antecipam a solução do caso do paciente e evita que ele evolua para situações sem cura. Ele ressalta que a revitalização do centro cirúrgico deu uma capacidade mais resolutiva para a instituição. “O centro cirúrgico passou dois anos fechado e, agora, está revitalizado com toda a estrutura necessária para esses procedimentos adequados dentro das normas da vigilância (sanitária). Então, é bom trabalhar num setor que está estruturado e organizado, preparado para a demanda”, afirmou Chirano.
Os 62 pacientes atendidos no sábado apresentavam lesões consideradas de média e baixa complexidade. Mas todas seguiram o mesmo caminho de evolução. Começaram com uma pequena mancha ou ferida. O comerciário Delmir de Souza Costa, 65, retirou duas lesões, na costa e na face posterior do pescoço. Ele conta que tudo começou com um sinal pequeno na pele.
“Isso aqui faz muito tempo, ele (sinal) era pequeno. Começou bem pequenininho, aí começou a crescer. Ele tem mais ou menos 4 anos. Eu trabalhava muito no sol como pedreiro, trabalhei de pescador também, mandei pesca. E, hoje em dia, ainda trabalho assando frango”, afirma o paciente que teve as duas lesões retiradas em menos de duas horas de cirurgia.
Dados do Departamento de Controle de Doenças e Epidemiologia (DCDE) mostram que, ao longo dos últimos 24 anos, a Fuham detectou e tratou 9.691 casos de câncer de pele. No ano de 2023, foram diagnosticados 649 casos, sendo 368 (56,7%) do sexo masculino e 281 (43,3%) do feminino.
Em relação aos tipos de câncer: 572 (88,1%) foram Basocelular, 70 (10,8%) Espinocelular e 7 (1,1%) Melanoma. Em relação a faixa etária, a que ocorreu mais casos foi a de 80 mais (22,0%), 60 a 64 anos (15,1%), 65 a 69 anos (14,3%), 70 a 74 anos (11,9%) e 75 a 79 anos (11,6%).
Em 2024, de janeiro a junho, foram registrados 377 casos de câncer de pele na Fuham.
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