
Foto: Divulgação/Eduardo Gomes
Chegou ao fim neste fim de semana a primeira edição do Close, festival de cinema dedicado a produções audiovisuais voltadas para temáticas relacionadas ao universo LGBTQIAPN+. A programação apresentou durante quatro dias 20 filmes de ficção e documentários de todo o país, além de México e Portugal.
O idealizador e produtor do Close, Wallace Abreu, faz um balanço extremamente positivo da primeira edição do festival. “Foram apresentados filmes de muita qualidade, com mensagens importantes, e que puderam ser vistos por novos espectadores. Eu acredito que o Close cumpriu sua missão que é dar visibilidade e ser um espaço aberto para a disseminação das produções audiovisuais com a temática LGBTQIAPN+”, disse.
Wallace Abreu adianta que a segunda edição do Close já está confirmada e será realizada em junho, mês do Orgulho LGBTQIAPN+. Segundo ele, o público pode esperar muitas novidades, como por exemplo, a mostra competitiva de videoclipes. O público pode acompanhar as informações sobre a próxima edição na página @closecinefestival.
O Close é organizado pela Cacique Produções e foi contemplado na Lei Paulo Gustavo por meio do Edital Manaus Identidade Cultural Audiovisual, com apoio do Concultura, Manauscult, Prefeitura de Manaus, Ministério da Cultura e Governo Federal.
Na cerimônia de encerramento, no sábado (28), o festival homenageou Óscar Ramos, artista plástico, designer e cenógrafo brasileiro, natural de Itacoatiara, interior do Amazonas. Foi exibido o documentário “Óscar Ramos – O homem que morava no Cinema Éden”, dirigido pelo artista plástico, dramaturgo, teatrólogo e escritor Sérgio Cardoso.
O Close foi dividido entre as mostras Nei Szafir de Ficção e Manuela Otto de Documentário. Na categoria documentário, saiu vencedor pela escolha do júri especializado o filme amazonense “Camylla Bruno”, do diretor Henrique Saunier. A obra também recebeu prêmio de melhor documentário pela escolha do júri popular.
“Agradeço muito pelos prêmios. É muito gratificante poder ver um filme que foi produzido no período da pandemia ganhando vida novamente e alcançando novos públicos”, destacou Henrique Saunier.
Na mostra Nei Szafir de ficção, o grande vencedor foi o filme paulista “Olhares Trêmulos”, do diretor Leno Taborda. Por vídeo ele agradeceu a escolha do júri. “É muito especial que o nosso filme esteja ressoando em outras partes do país e sendo visto por novos olhares. Esse é um filme que fala sobre luto, etarismo e conversa diretamente com a comunidade queer do Brasil. São dois personagens de gerações diferentes lidando com a morte. Desejo vida longa ao festival Close”, comentou.
· Melhor Filme: Olhares Trêmulos – Dir. Leno Taborda – São Paulo – SP
· Melhor Filme Júri Popular: Sereia- Dir. Estevan de la Fuente – Curitiba- PR
· Prêmio Especial do Júri Pela Visibilidade Trans: Concha de Água Doce – Dir. Lau Azevedo e João Pires – Porto Alegre – RS
· Prêmio Especial do Júri ‘Diversidade na Tela’: Boy Cam – Dir. Arlindo Bezerra, Rodrigo Sena e Ernani Silveira – Natal – RN
· Melhor Filme: Camylla Bruno – Dir. Henrique Saunier – Manaus – AM
· Melhor filme Júri Popular: Camylla Bruno – Dir. Henrique Saunier – Manaus – AM
· Prêmio Especial do Júri Pela Visibilidade Trans: Tudo que Importa – Dir. Coraci Ruiz – Campinas – SP
· Prêmio Especial do Júri ‘Relato de Resistência’: LGBT+60: Márcio Guerra – Dir. Yuri Alves Fernandes – Rio de Janeiro- RJ
· Travessias – Dir. Ana Graziela Aguiar, pela sensibilidade e poética ao apresentar a temática transmasculina.
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