17/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Centro de Bionegócios da Amazônia destaca avanços com novo modelo de gestão compartilhada

Publicado em 26 de julho, 2024

Centro de Bionegócios da Amazônia destaca avanços com novo modelo de gestão compartilhada

Este primeiro ano foi marcado por avanços significativos e parcerias estratégicas que têm sido cruciais para a construção de um modelo de atuação eficiente e visionário (Foto: Divulgação)

O Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) comemora hoje um marco importante: um ano de sua nova fase como entidade jurídica independente, um passo essencial alcançado através do Contrato de Gestão assinado entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e a Fundação Universitas de Estudos Amazônicos (FUEA).

Com essa nova estrutura de governança, o CBA reforçou sua missão de promover a bioeconomia na região amazônica com inteligência e inovação, sempre valorizando e protegendo a rica biodiversidade local, promovendo o fortalecimento das cadeias produtivas e a valorização do conhecimento tradicional.

Este primeiro ano foi marcado por avanços significativos e parcerias estratégicas que têm sido cruciais para a construção de um modelo de atuação eficiente e visionário.

Para o diretor-geral do CBA, Márcio Miranda, a conquista da personalidade jurídica própria foi um passo essencial para a autonomia e crescimento do CBA. Ele destaca ainda a importância de reconhecer o papel fundamental que o Mdic tem proporcionado no incentivo a promoção de novos diálogos com as diversas instituições de ensino, pesquisa, inovação e de fomento.

“Temos realizado muitas aproximações com organismos do ecossistema de Ciência, Tecnologia, Inovação de norte a sul do País, pois entendemos que é preciso buscar conexões com instituições que detêm expertise nesse processo de incentivo e fortalecimento dos novos negócios, sobretudo no âmbito da biodiversidade amazônica. Também nos aproximamos da indústria e das instituições de fomento apresentando o portfólio de projetos e serviços os quais o CBA está apto a desenvolver, bem como aqueles que já estão em nossas bancadas prontos para se tornarem produtos e posteriormente negócios sustentáveis” disse Márcio.

Outra importante contribuição apontada por Márcio é a atuação do Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) ao longo desse processo. “Ambas instituições têm contribuído de maneira imprescindível, oferecendo expertise e suporte para a implementação de parcerias alinhadas à nossa gestão compartilhada e assertiva, que tem sido a base para o crescimento e consolidação do CBA”, afirmou Miranda.

Ao longo deste ano, o CBA avançou em várias frentes, incluindo:

Pesquisa Científica: Realização de estudos inovadores que impulsionam o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica e suas potencialidades, como a utilização de microorganismos amazônicos na produção de biofertilizantes e biodefensivos, estruturação da cadeia produtiva do Curauá, desenvolvimento de embalagens inteligentes e sustentáveis à base de resíduos agroindustriais, uso de microalgas amazônicas como fonte de insumos para produtos plant based e para a obtenção de pigmentos naturais, entre outros.

Capacitação de Comunidades Locais: Realização de oficinas que visam fortalecer as habilidades e conhecimentos das comunidades, como a iniciativa realizada recentemente no município de Carauari, junto à comunidade de São Raimundo e que beneficiou a Associação das Mulheres Agroextrativistas do Médio Juruá com um curso de Boas Práticas de Manipulação e Capacitação em Extração de Óleos Essenciais.

Reaproximação da Indústria, ICTs e Órgãos de Fomento

Neste primeiro ano, o CBA reforçou sua colaboração com a indústria, instituições científicas e tecnológicas (ICTs) e órgãos de fomento. O CBA recepcionou e visitou gestores e pesquisadores de importantes entidades do ecossistema de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), como Embrapa, INPA, INPI, Museu Paraense Emílio Goeldi, BNDES, Natura, Basf, Le Novo, Samsung, entre outras indústrias. Durante as visitas, os representantes puderam conhecer de perto os laboratórios e projetos inovadores. Além disso, os gestores e pesquisadores se deslocaram para outros estados, promovendo uma interlocução ativa e estabelecendo conexões estratégicas.

Tais esforços tiveram o objetivo de encontrar soluções inovadoras que aproveitem e protejam a biodiversidade amazônica, integrando desenvolvimento sustentável com avanços tecnológicos.

Sobre o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA)

O CBA é uma instituição dedicada a promover a bioeconomia na Amazônia, integrando pesquisa científica, inovação e sustentabilidade para valorizar e proteger a biodiversidade da região. Com um modelo de gestão compartilhada, o CBA trabalha em estreita colaboração com diversas entidades e comunidades locais para desenvolver soluções que combinam desenvolvimento econômico e preservação ambiental.

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