16/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Milei assina pacto político para reforçar plano econômico argentino

Publicado em 09 de julho, 2024

Milei assina pacto político para reforçar plano econômico argentino

Acordo foi firmado com 18 governadores (Foto: Reprodução/X)

O presidente da Argentina, Javier Milei, assinou um pacto, há muito adiado, com governadores das províncias na madrugada desta terça-feira (9), em um esforço para ampliar o apoio às reformas econômicas e fortalecer seu governo minoritário de quase sete meses.

O acordo, assinado pouco depois da meia-noite com 18 governadores, busca dissipar as dúvidas do mercado sobre a capacidade de Milei de enfrentar a pior crise econômica das últimas décadas, que levou metade da população à pobreza e fez com que a inflação subisse para quase 300%.

“A Argentina se encontra em um ponto de inflexão”, disse Milei, um economista libertário radical, em um discurso mais tarde na cidade de Tucumán, no norte do país, onde a Argentina declarou independência da Espanha há mais de dois séculos.

“As pessoas exigem uma mudança de direção.”

Os títulos e o peso estão sob pressão renovada, após forte recuperação inicial do mercado quando Milei assumiu o cargo em dezembro, com a economia entrando em recessão e a tensão política aumentando.

O partido A Liberdade Avança, de Milei, não tem maioria parlamentar e nem governadores de províncias, de modo que precisa negociar com outros partidos políticos para levar adiante sua agenda.

Entre os dez itens cobertos pelo pacto, o governo de Milei destacou um orçamento equilibrado inegociável, cortes acentuados nos gastos públicos, bem como reformas tributária e trabalhista.

“Esse pacto mostra que governadores de diferentes partidos políticos podem unir forças para que o governo nacional possa administrar esse compromisso”, afirmou Martin Llaryora, governador da província central de Córdoba.

No final de junho, os parlamentares argentinos aprovaram duas importantes reformas legislativas apoiadas por Milei e destinadas a impulsionar a economia, reduzindo os gastos públicos e atraindo investimentos privados. Mas os mercados recuaram na última semana.

Agência Brasil

 

 

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