
O boi negro de Parintins mais uma vez se une à luta do grupo feminino para fazer ecoar o coro em defesa das mulheres e dos terrítórios tradicionais da Amazônia (Foto: Divulgação)
Sair da representação para a representatividade fortalecendo a luta dos povos originários e a defesa da cultura indígena é o que o item tuxaua do Boi Caprichoso vai levar novamente para a arena com a presença de três mulheres indígenas, as morubixabas.
A líder indígena Gilvana Borari, da região do Baixo Tapajós e as irmãs Ira Marágua e Jéssica Baré, da etnia Baré de São Gabriel da Cachoeira vão disputar o item em uma das noites de disputa.
“A gente sai a representação pra representatividade num contexto que o Caprichoso abraça há muito tempo e isso é muito importante pra nós”, comemora Gilvana Borari.
Ela que faz parte do Conselho de Artes do bumbá ressalta a importância que o Caprichoso dá trazendo as lideranças indígenas para o contexto do festival abraçando as culturas indígena, cabocla e ribeirinha.
Gilvana reafirma a união de forças, de mãos que se unem para fortalecer a luta em defesa dos territórios, da cultura indígena e de todas as lutas de mulheres que precisam sentir o empoderamento feminino.
“Quando a gente está na arena como uma tuxaua representamos a força da mulher guerreira, empoderada, nós mostramos que podemos estar em qualquer lugar que quisermos, de cabeça erguida”, registra.
O boi negro de Parintins mais uma vez se une à luta do grupo feminino para fazer ecoar o coro em defesa das mulheres e dos terrítórios tradicionais da Amazônia.
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