
O personal trainer Hatus Silveira prestou depoimento hoje, no 1° DIP. Foto: Reprodução
Acusado de ter apresentado a substância ketamina – anestésico de uso veterinário – à família de Dilemar “Djidja” Cardoso, o personal trainer Hatus Silveira prestou depoimento no 1° Distrito Integrado de Polícia (DIP), na manhã desta terça-feira (4). Ele negou a acusação.
Familiares de Djidja teriam começado a utilizar a ketamina em busca de um “corpo perfeito” e se tornaram dependentes químicos.
Empresária e ex-sinhazinha da Fazenda do Boi Garantido, Djidja foi encontrada morta na casa onde morava, no bairro Cidade Nova, zona Norte da capital, no dia 28 de maio. A suspeita é de overdose de ketamina e a morte é investigada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS).
Hatus Silveira, que chegou ao 1° DIP acompanhado de seu advogado, afirmou que a ketamina nunca poderia ser utilizada como suplemento para uma vida fitness, porque a musculação demanda força e o anestésico paralisa quem o utiliza.
Antes da morte de Djidja, a polícia já havia iniciado uma investigação da seita religiosa “Pai, Mãe, Vida”, fundada por sua mãe, Cleusimar Cardoso Rodrigues, e pelo irmão, Ademar Farias Cardoso Neto. Eles também são proprietários da rede de salões de beleza Belle Femme, em Manaus.
A substância ketamina seria usada em rituais da seita. De acordo com a polícia, o grupo coletava a droga ketamina em clínicas veterinárias e realizava a distribuição do fármaco entre os funcionários da rede de salões de beleza. A mãe, o irmão e dois funcionários do salão foram presos durante as investigações.
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