03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sessão do TSE tem duas ministras negras pela 1ª vez

Publicado em 09 de maio, 2024

Sessão do TSE tem duas ministras negras pela 1ª vez

Pela primeira vez na história, a sessão plenária do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira (9) teve a participação de duas ministras negras: Edilene Lôbo e Vera Lúcia Araújo.

As duas magistradas ocupam vagas de substitutas na Corte eleitoral. Com a falta dos dois titulares, elas participaram da sessão.

A mudança fez com que as mulheres passassem a ser maioria no plenário. Também fazem parte da composição as ministras Cármen Lúcia (futura presidente do tribunal) e Isabel Gallotti.

Sessão

A sessão desta quinta (9) tem três homens: Alexandre de Moraes, Raul Araújo e Nunes Marques. Essa é a quarta vez que há maioria feminina nos 92 anos da Justiça Eleitoral.

Ao abrir os trabalhos no plenário, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, disse se tratar de uma sessão “histórica” e fruto de um “avanço” na Justiça Eleitoral.

“Isso é muito importante, não só a participação igualitária da mulher na Justiça Eleitoral mas também a participação igualitária dos negros e negras”, afirmou.

“Quero reiterar minha alegria nessa sessão e dizer que a Justiça Eleitoral vem atuando de forma muito contundente para garantir na política a participação das mulheres, das candidaturas negras”, declarou. “Esse TSE tem uma séria de decisões garantindo os 30% de participação feminina, garantindo que 30% proporcionais também do recurso partidária, tempo de televisão, depois foi esse TSE que votou a proporcionalidade do fundo partidário para as candidaturas negras, e isso é muito importante”.

Ministra

Presidente do tribunal a partir de junho, a ministra Cármen Lúcia ressaltou que a representação da mulher e dos negros é “diminuta” nos espaços de poder, apesar de serem a maioria da população brasileira.

“[Isso] revela apenas uma estrutura de organização social e de organização do poder que nos coloca em posição de desprestígio, desvalor e até mesmo de impossibilidade real de igualdade entre mulheres e homens para participar e contribuir”, afirmou.

A ministra também disse que o discurso de ódio, principalmente no período eleitoral, atinge de forma mais intensa as mulheres, levando até a desistências de participar da política, por exemplo.

“Discurso de ódio contra o homem é um, discurso de ódio contra a mulher é completamente diferente e outra coisa”, disse Cármen. “É sexista, machista, preconceituoso, misógino e não atinge só uma mulher, atinge todas, atinge a família, e há mulheres desestimuladas exatamente por essa prática perversa de um discurso de ódio que contra nós diz respeito a uma desmoralização pessoal, sexual, que atinge o parceiro, a filha, o filho, portanto desestimula até mesmo aquela mulher que teria coragem, vontade e vocação para participar de um processo de participação política, não se dispor a candidatura para não ser alvo dessa odiosa, criminosa prática”.

Tags: ,

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.