10/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Fazenda recebe posicionamento do Ministério da Energia sobre regulamentação da Reforma Tributária

Publicado em 16 de março, 2024

Fazenda recebe posicionamento do Ministério da Energia sobre regulamentação da Reforma Tributária

O Ministério de Minas e Energia (MME) enviou ao Ministério da Fazenda (MF) as contribuições para a Reforma Tributária referentes ao setor de petróleo, gás natural e biocombustíveis.

Essas colaborações atendem à legislação complementar, exigida pela Emenda à Constituição nº 132, que muda o sistema de tributação do consumo no país, o que torna o sistema tributário nacional mais simples, com uma tributação mais equitativa.

Para a elaboração dos anteprojetos, exigida pela Emenda Constitucional, o Ministério da Fazenda instaurou, o Programa de Assessoramento Técnico à Implementação da Reforma da Tributação sobre o Consumo (PAT-RTC).

Esse Programa é composto por diversos Grupos Técnicos encarregados de avaliar os diversos aspectos relacionados à reforma tributária e de propor as minutas da legislação complementar.

Dentre os temas destacados pelo MME, estão a incidência do Imposto Seletivo e respectivos seus impactos na competitividade da indústria nacional frente ao cenário global; a desoneração tributária na aquisição de bens de capital e a defesa da simplificação tributária com a incidência única dos novos Impostos sobre Valor Agregado (IVAs).

Foram ressaltados também os regimes específicos para combustíveis e biocombustíveis, bem como a ampliação do escopo dos produtos hoje submetidos a esse conceito tributário.

MME

O MME também destacou que o princípio da neutralidade, previsto no texto constitucional, é de suma importância para que seja garantido na regulamentação da RTC, podendo ser traduzido em garantir a não cumulatividade, evitar a bitributação; as especificidades para o setor do gás natural, que precisa observar diversos pontos antes de implementar a incidência única, bem como o critério de ‘destino’ na tributação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS); e a efetivação do cashback nas operações de fornecimento de gás liquefeito de petróleo (GLP) aos consumidores de baixa renda para ampliar as frentes de atuação no combate à pobreza energética e na redução da desigualdade social.

O ministro Alexandre Silveira destaca a importância da simplificação tributária para a geração de empregos e atração de investimentos.

“A relevância do setor fica evidente quando conhecemos os números envolvidos: são mais de 128 mil agentes econômicos, que movimentaram mais de R$ 750 bilhões e arrecadaram mais de R$ 114 bilhões em ICMS aos estados, isso apenas no setor de combustíveis em 2023. Essa cadeia do petróleo, gás natural e biocombustíveis tem investimentos previstos de R$ 2,72 trilhões e potenciais 3,7 milhões de novos empregos no horizonte decenal, gerando renda e mais bem-estar para nossa população”, destacou o ministro.

Nesse contexto, a Secretaria Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (SNPGB) do MME promoveu, no último dia 20 de fevereiro de 2024, reunião de trabalho com as principais associações representativas dos setores de petróleo, gás natural, seus derivados e biocombustíveis, com vistas a coletar suas percepções sobre o tema, incluindo sugestões à regulamentação em uma direção que garanta a racionalidade tributária, proteja a competitividade do setor, minimize os custos à sociedade brasileira e garanta a segurança energética nacional.

Encontro

O objetivo desse encontro foi ouvir os representantes da indústria de petróleo, gás natural e biocombustíveis, estruturar o posicionamento setorial sobre o tema e apresentá-los institucionalmente, por meio de uma visão sistematizada dos pontos considerados prioritários pelo MME, no âmbito de suas competências.

Como fruto da reunião de trabalho entre a SNPGB/MME e os agentes econômicos, foi produzido extenso conjunto documental, amplamente embasado em argumentos técnicos, cuja síntese foi consolidada em Nota Técnica contendo a posição institucional sobre o assunto.

A seguir, seguem os documentos encaminhados ao Ministério da Fazenda e ao Programa de Assessoramento Técnico à Implementação da Reforma da Tributação sobre o Consumo (PAT-RTC):

• Ofício nº 30/2024/SNPGB-MME
• Nota Técnica nº 5/2024/SNPGB
• Contribuições do setor de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural e do setor da cadeia de Gás Natural
• Contribuições do setor de Derivados de Petróleo e de Biocombustíveis

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