14/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Seca fica mais intensa no Sudeste, diz Monitor de Secas; AM tem abrandamento no indicador

Publicado em 17 de fevereiro, 2024

Seca fica mais intensa no Sudeste, diz Monitor de Secas; AM tem abrandamento no indicador

De acordo com o Monitor de Secas, coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), na comparação entre novembro e dezembro de 2023, em termos de severidade da seca, houve uma intensificação do fenômeno tanto no Espírito Santo quanto em Minas Gerais.

No Amazonas, devido à piora nos indicadores e anomalias negativas de precipitação, houve o avanço das secas: moderada (S1) no sul, grave (S2) no sudoeste e noroeste do estado. Por outro lado, com a melhoria dos indicadores, houve recuo das secas: moderada (S1) no leste, grave (S2) no oeste e da extrema (S3) no centro do estado. Os impactos permanecem de curto e longo prazo (CL) no sudoeste e extremo sul, e de curto prazo (C) nas demais áreas.

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No território capixaba a área com seca moderada aumentou de 33% para 41% do estado, enquanto no território mineiro a seca moderada saltou de 12% para 36% de Minas.

O Estado do Rio De Janeiro se manteve somente com seca fraca, que é a mais branda na escala do Monitor. Já no Estado de São Paulo a seca fraca voltou a ser registrada em dezembro, o que não ocorria desde setembro de 2023.

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Em termos de áreas com seca, o Espírito Santo registrou o fenômeno em 100% do território capixaba entre novembro e dezembro. Já em Minas Gerais houve um aumento da área com seca de 53% para 82% nesse período.

No Rio de Janeiro também ocorreu uma elevação da área com o fenômeno de 24% para 42% do território fluminense entre novembro e dezembro. Em São Paulo a seca voltou a ser registrada em 20% do território paulista nesse período. A seguir estão os destaques por estado da região.

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Cenário nacional

Entre novembro e dezembro de 2023, em termos de severidade da seca, houve um abrandamento do fenômeno em dois estados, conforme a última atualização do Monitor de Secas: Amazonas e Sergipe. Em 15 unidades da Federação a seca ficou mais intensa no período: Acre, Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima e Tocantins.

Já em São Paulo o fenômeno voltou a ser registrado em dezembro. A seca ficou estável, em termos de severidade, em cinco estados: Alagoas, Ceará, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte. Já no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina não houve registro do fenômeno. O Amapá entrou no Mapa do Monitor com seca fraca em parte de seu território e, assim, o Monitor passa a cobrir 100% do território nacional.

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Na comparação entre novembro e dezembro, três estados registraram diminuição da área com seca: Pará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Por outro lado, em cinco estados houve o aumento da área com o fenômeno: Alagoas, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No caso de São Paulo aconteceu o retorno da seca em dezembro.

Em outras 14 unidades da Federação, a área com o fenômeno se manteve estável: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins. Já no Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina permaneceram sem o registro de seca em dezembro, enquanto no Amapá ainda não é possível fazer comparações sobre a variação da área com seca, já que o estado entrou no Mapa do Monitor no próprio mês de dezembro.

 

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As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE (rosa), SUDESTE (azul), NORDESTE (verde), SUL (Turquesa) e NORTE (cinza).

Treze unidades da Federação registraram seca em 100% do território em dezembro do ano passado: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Piauí, Rondônia, Roraima, Sergipe, Mato Grosso e Tocantins; sendo que para percentuais acima de 99% considera-se a totalidade dos territórios com seca. Nas demais unidades da Federação que registraram área com seca, os percentuais variaram de 20% a 98%.

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE (rosa), SUDESTE (azul), NORDESTE (verde), SUL (Turquesa) e NORTE (cinza).

Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, o Amazonas lidera a área total com seca de dezembro, seguido por Pará, Mato Grosso, Bahia e Minas Gerais. No total, em dezembro, a área com o fenômeno foi de 7,35 milhões de km², o equivalente a 86% do território brasileiro.

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As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE (rosa), SUDESTE (azul), NORDESTE (verde), SUL (Turquesa) e NORTE (cinza).

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