03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Zé Gotinha vence prêmio oferecido às melhores figuras do universo digital

Publicado em 31 de janeiro, 2024

Zé Gotinha vence prêmio oferecido às melhores figuras do universo digital

Com vocês, o mais novo vencedor da categoria Brand Persona do prêmio iBest: Zé Gotinha. O ícone do Programa Nacional de Imunizações (PNI) foi homenageado, na terça-feira (1°), em cerimônia realizada em São Paulo. A premiação tem o objetivo de apresentar aos brasileiros as novidades e as melhores figuras do universo digital.

O Zé Gotinha ganhou ainda mais visibilidade depois de ganhar perfis oficiais nas redes sociais. Essa novidade busca dar mais alcance às iniciativas do Ministério da Saúde, amplificando campanhas e ações que envolvam a vacinação no Brasil.

De acordo com o diretor do PNI, Eder Gatti, o personagem representa uma grande conquista do povo brasileiro. “Infelizmente, observamos ataques à vacinação e à confiança da população para com as vacinas. Por isso, estamos com um trabalho muito intenso de resgatar o nosso PNI e contamos com a figura do Zé Gotinha. Ele é um ícone que nos remete a coisas boas”, disse.

“O Ministério da Saúde reergueu o Zé Gotinha que estava escondido. Estamos nessa luta pelo crescimento das coberturas vacinais e para que a gente volte a ser o país símbolo da vacinação, que é um dos pontos mais importantes da saúde do brasileiro”, destacou, na premiação, a assessora especial de comunicação da pasta, Yole Mendonça.

Símbolo

Criado pelo artista plástico Darlan Rosa em 1986, o Zé Gotinha representa a defesa e a mobilização pela vida. À época, o Brasil fazia parte de um consórcio de países latino-americanos unidos pela erradicação da poliomielite. A meta era concluir o feito até 1990 e, por isso, o escultor desenhou duas gotinhas, representando a vacina da polio, para ser símbolo da imunização.

O foco de Darlan foi criar um símbolo universal, que pudesse ser facilmente reproduzido pelos profissionais de saúde e pelas próprias crianças. “Na época, tudo era feito manualmente e os profissionais do postinho de saúde desenhavam os avisos para convidar as crianças ou informar os pais.  Por isso, era tão importante que meu personagem fosse simples. O Zé Gotinha, nesta fase, não tinha detalhes no pezinho e na mão justamente para que fosse reproduzido por qualquer pessoa”, reforça.

O carisma do personagem foi um sucesso. O artista plástico percorreu as regiões do país em oficinas em que ensinavam a desenhar o Zé Gotinha e conversava com os profissionais aplicadores de imunizantes. “Os profissionais que trabalharam comigo compraram a ideia e pediram ao Ministério da Saúde que ele estivesse nas campanhas pois, nesse momento, já era um personagem conhecido e as crianças gostavam”, finaliza Darlan.

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