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O Projeto Amazônia Solidária, desenvolvido pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e Fiocruz Amazônia, deu início ao processo de devolutiva dos produtos de comunicação, elaborados a partir das oficinas de educação e comunicação em saúde, realizadas ao longo do ano passado, em comunidades de territórios ribeirinhos, quilombolas e de migrantes de 17 municípios do Amazonas e do Acre.
A entrega dos produtos para serem utilizados no dia a dia das comunidades, com mensagens de estímulo à vacinação, marca o encerramento do trabalho desenvolvido em parceria com NPI Expand, SITAWI Finanças para o Bem, Fiotec e Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde do Amazonas (Cosems-AM) e do Acre (Cosems-AC).
A primeira comunidade a receber os itens foi Nova Canaã, situada na altura do Km 41 da BR-174, zona rural de Manaus. A entrega foi feita na última quinta-feira, 11/01, por representantes do projeto aos integrantes da equipe da Unidade Básica de Saúde da Família Ada Viana.
O foco do material é o fortalecimento da cobertura vacinal e as peças estão prontas para serem utilizadas na rotina das unidades básicas de saúde e entorno, como ferramenta de sensibilização e mobilização em prol das vacinas e combate a fake news.
Produtos como panfletos, cartazes, jogos de memória, cartilhas, bingo, entre outros, elaborados de forma participativa sobre o tema foram repassados ao médico Rafael Augusto da Silva Brito, do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, lotado na unidade, e a agente comunitária de saúde Ivanilde Nascimento de Andrade, que participou ativamente das oficinas e contribuiu para a elaboração das peças de divulgação, junto com os facilitadores da Fiocruz.
Nas oficinas realizadas em Nova Canaã, foram pensados e executados folhetos, cartazes, podcasts, entre outros produtos. Foram entregues 200 cartazes, 100 folderes, 40 cartilhas, 50 bingos e 50 jogos da memória. No total, foram confeccionadas 1.200 peças de cada produto.

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“Foi tudo pensado e discutido em conjunto, com a participação da comunidade, momento muito gratificante. Agora, é continuar avançando com a vacinação, indo de casa em casa, levando conosco o material que vai ajudar na nossa luta”, comenta a ACS Ivanilde Andrade.
Lotado há apenas quatro meses na UBS Ada Viana, o clínico geral Rafael Brito, proveniente do Estado do Mato Grosso, apreciou o material e considerou a dinâmica do projeto como sendo de grande utilidade para a Atenção Básica.
“Essa é uma iniciativa que cumpre com o que precisamos apresentar aos usuários da Atenção Primária, uma forma de introduzir essa ideia da importância da vacinação tanto para criança quanto para pessoas adultas de uma forma dinâmica e de fácil compreensão, alertando e chamando a atenção da comunidade para as vacinas que precisam ser tomadas. De fato, um material que vai ajudar a UBS e vai ser bem trabalhado e divulgado”, afirmou o médico.
Facilitadora do projeto, a mestre em Saúde Pública, da Escola de Saúde Pública de Manaus (Esap), Denise Amorim, servidora da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa Manaus), explica: “Para além das aprendizagens e vivências advindas do Projeto Amazônia Solidária, equipes e comunidades receberam os produtos de comunicação por elas elaboradas, de acordo com as especificidades de seus territórios. Essa devolutiva do projeto é de fundamental relevância para o fortalecimento das redes que foram tecidas entre todos os atores envolvidos e dá concretude a tudo que foi planejado nas oficinas anteriores. Realizar processos educativos, na perspectiva da Educação Popular em Saúde, remete a uma proposta pedagógica democrática, emancipatória e libertadora, que valoriza as culturas locais e saberes populares”.
Denise fez a entrega do material na UBS Ada Viana com o sentimento de dever cumprido. “Participar desta construção, como facilitadora, foi uma grande oportunidade de exercitar os saberes e metodologias da Educação Popular em Saúde e contribuir com a melhoria dos indicadores de cobertura vacinal no Amazonas”.
O coordenador da Frente 3 do Projeto Amazônia Solidária, pesquisador da Fiocruz Amazônia, Júlio César Schweickardt, defende que o projeto abriu um leque de oportunidades para que as comunidades fizessem a sua própria comunicação. “Reunir os apoiadores locais, facilitadores e coordenadores de área foi uma forma também de avaliar as experiências, identificando os pontos fortes e fracos e sobretudo se houve alguma mudança no quadro vacinal”, explica o pesquisador. Todos os municípios envolvidos receberão material.