
O rapper Jander Manauara. Foto: Divulgação
No dia 25 de novembro, o projeto cultural itinerante Artistas de Impacto chega a Manaus, quando apresentará no Teatro Icbeu os artistas que fazem parte desta primeira edição do evento na cidade. A programação começa a partir das 17h30, quando o público poderá conferir a peça teatral “O Palhaço de La Mancha”, da Companhia de Artes Cênicas, seguido da exibição do documentário “Mestres da Tradição na Terra do Guaraná”, da BIO T Amazonia Filmes, fechando com o show musical do rapper Jander Manauara. A exposição online “As faces do rio”, da artista Sharlene Melanie, fica disponível no site do projeto até 30/11.
Tais artistas/projetos foram selecionados em convocatória realizada no último mês de julho, tendo como pré-requisito os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.
Último evento de uma série que passou por diversas cidades do Brasil (Florianópolis, Salvador, Curitiba, Cuiabá e São Paulo), o projeto cultural busca promover a conscientização sobre os ODS e inspirar ações por meio da expressão artística.
“No projeto Artistas de Impacto conseguimos trazer a temática dos ODS através da luz da arte, da música, do teatro. Poder participar disso e trazer o público para celebrar a arte e reforçar sobre a importância da conscientização deste tema que é tão sensível, nos deixa muito felizes e realizados”, diz Douglas Nicolau, CEO da Incentiv. “Que a gente possa levar a mensagem sobre as metas que o mundo deve buscar enquanto uma humanidade mais lúcida e que de fato encontra no desenvolvimento sustentável um caminho para o crescimento e auto realização. Que a gente saia melhor do que chegou”, completa.
O projeto Artistas de Impacto é apresentado pelo Ministério da Cultura, viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, com realização da Sintonize, captação de recursos da Incentiv, apoio da Puraka Mídia, parceria da Impact Hub e patrocínio do Nubank.
Música: Jander Manauara
Do Rip Rap ao Flutuante é um trabalho autoral musical do rapper e artivista Jander Manauara que canta realidades e vivências dos igarapés “caminhos de canoa” – em tupi-guarani – guardam as lutas, sonhos e resistência das pessoas que vivem ao longo de seu curso. O espetáculo conta com 14 músicas em uma hora de apresentação com letras carregadas de regionalismo, críticas sociais e conscientização ambiental. O cenário contará com peças do documental que leva o mesmo nome produzido de forma sustentável pelo projeto REUSA Rip Arte exclusiva para esse trabalho.
Teatro: Companhia de Artes Cênicas com o espetáculo “O Palhaço de La Mancha”
Das páginas de Miguel de Cervantes para o picadeiro, uma trupe de palhaços conta a história do Cavaleiro da Triste Figura, se aventurando entre gigantes e moinhos, apresentando a loucura de Dom Quixote em um espetáculo sem juízo e muito riso.

Peça “O Palhaço de La Mancha”, da Companhia de Artes Cênicas. Foto: Divulgação
Audiovisual: BIO T Amazonia apresenta “Mestres da Tradição na Terra do Guaraná”
“Mestres da Tradição na Terra do Guaraná” é um documentário musical que faz um recorte da biodiversa grandeza cultural dos amazônidas de Maués no baixo Amazonas, conhecida como a Terra do Guaraná, região de povos originários e tradicionais. O povo da cultura do guaraná vivencia música e encenação de seus ritmos, oriundos das antigas culturas indígenas e afrodescendentes: Gambá, Boi de Terreiro e outros Folguedos como Tapiraiauára e Anselmo a Cobra Grande.
*Projeto realizado com recurso da Lei Aldir Blanc emergencial de Audiovisual do ano de 2020.
Artes visuais: Sharlene Melanie com a exposição online “As faces do rio”
“As faces do rio” é um convite para um olhar atento sobre a necessidade de conservação das águas doces do planeta, em especial do rio Negro, que compõem um dos maiores rios do mundo – o rio Amazonas. É uma forma de mostrar diferentes lados das paisagens amazônicas e algumas das realidades por trás de quem vive nas suas proximidades, seja a beira do rio ou a beira do abismo. São questões opostas sobre a mesma situação, que vai da preservação à devastação. Fotografias com estéticas diferentes, que circundam por pautas necessárias que englobam questões ambientais, incluindo a falta de saneamento básico em uma das maiores cidades da Amazônia, Manaus, que hoje performa o “progresso”, sinônimo da urbanização desenfreada.

Exposição “As faces do rio”, de Sharlene Melanie. Foto: Divulgação
ODS é a sigla para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável que fazem parte da chamada “Agenda 2030”. Trata-se de um pacto global assinado durante a Cúpula das Nações Unidas em 2015, pelos 193 países membros.
A agenda é composta por 17 objetivos ambiciosos e interconectados, desdobrados em 169 metas, com foco em superar os principais desafios de desenvolvimento enfrentados por pessoas no Brasil e no mundo, promovendo o crescimento sustentável global até 2030.
Data: 25/11 – 17h30 às 21h
Local: Teatro ICBEU (avenida Joaquim Nabuco, 1.286, Centro de Manaus
17h30 Teatro: O Palhaço de La Mancha da Cia de Artes Cênicas
18h30 Audiovisual: Mestres da tradição na Terra do Guaraná de BIO T Amazonia Filmes
19h30 Música: Show Do Rip Rap ao Flutuante de Jander Manauara
Exposição online de Artes Visuais: As Face do Rio de Sharlene Melanie (Disponível no site do projeto, até 30/11)
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Para garantir acessibilidade, nas apresentações de teatro e música teremos intérprete de Libras e legenda no filme.
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