
Alckmin e Wilson Lima: dragagem do rio Amazonas começa até sexta e outras ações. Veja vídeo
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), e o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, receberam em Brasília, nesta quarta-feira, 18, o governador do Amazonas, Wilson Lima (União Brasil), e outros ministros do Governo Federal, para discutir propostas de ajuda à região que enfrenta uma seca histórica. O Estado que abriga a maior bacia hidrográfica do mundo declarou emergência por conta dos efeitos da estiagem.
No começo do mês, uma comitiva do governo Lula (PT), liderada por Alckmin, esteve no Amazonas. O grupo visitou regiões atingidas pela seca e anunciou recursos e drenagem de rios para melhorar a navegação.
A região sofre com a maior estiagem em 43 anos, a 5ª maior já registrada. O impacto atinge 59 dos 62 municípios do estado. A Defesa Civil informou que a estiagem atinge mais de 580 mil pessoas, número que pode aumentar.
“Quero agradecer ao vice-presidente pela disposição da Governo Federal, pelo comprometimento dos ministros, de todos os investimentos e as ações que estão sendo realizadas do Estado do Amazonas. E agora mais uma ação importante foi a assinatura da ordem de serviço, o contrato para a dragagem do rio Amazonas”, comentou Wilson Lima.
“Amanhã ou até sexta-feira já está começando a obra de dragagem do rio Amazonas, na região do Tabocal. Já está em execução, na fase final, a dragagem no rio Solimões, em Tabatinga. Foram anunciados recursos da Saúde e do Fundo da Amazônia, de R$ 35 milhões, não reembolsáveis. Foram antecipadas as emendas parlamentares, de mais de R$ 100 milhões, que devem ser importantes para este trabalho. O presidente Lula pediu para que todos nós nos empenhássemos aqui rapidamente”, disse o vice-presidente.
Nesta segunda, 16, a ministra da Saúde, Nísia Trindade, se reuniu com o governador em Manaus. A pasta anunciou o repasse de R$ 225 milhões para área da saúde que serão distribuídos a todos municípios do estado. Deste valor, R$ 102,3 milhões são repasse chamados “fundo a fundo”, um tipo de transferência que já pode ser utilizado pelos municípios. O restante, R$ 122,7 milhões é para custear procedimentos de alta e média complexidade.
A baixa dos rios impacta diretamente no transporte da região, onde a maior dos deslocamentos acontece por vias fluviais. Além da dificuldade para transporte de pessoas e medicamentos, há reflexos para pesca e funcionamento dos portos.
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