
Wilken Silveira (à esquerda) e Allan Faria estão confirmados no XII Encontro de Tenores do Brasil. Foto: Divulgação
Artistas convidados do XII Encontro de Tenores do Brasil, atração no Teatro Amazonas no próximo dia 25 (Dia Mundial da Ópera), revelam o que estão preparando, além de comentar sobre a emoção e a responsabilidade que é para eles mostrar suas qualidades e talentos no evento. O Encontro Tenores do Brasil, dealizado pelo tenor amazonense Miqueias William, reúne nomes nacionais e internacionais do canto erudito.
De um lado, o paraense Wilken Silveira, solista do Coro Estável do Teatro Amazonas, que participou da 10ª edição do Encontro de Tenores e tem vasta experiência no palco em que irá se apresentar e onde já atua desde 2018. De outro lado, o estreante em palcos amazonenses e também no Encontro, o paulista Allan Faria.
Para ambos, se apresentar no “estupendo Teatro Amazonas” é uma oportunidade ímpar e emocionante. “É uma honra gigantesca estar em um dos templos da ópera no Brasil”, destaca Allan Faria. Eles consideram o Encontro de Tenores uma oportunidade única para os profissionais e para público.
“O Encontro de Tenores é um evento inédito no Brasil, tem despertado o interesse do público a cada edição e se tornado uma vitrine que reúne diferentes timbres para uma grande festa”, afirma Wilken Silveira. “É um dos eventos mais importantes para nós cantores, seja como criação de novos públicos ou troca de experiências entre os profissionais que estão atuando na carreira. É também uma oportunidade única para o público, de apreciar os tenores de maior excelência em nosso país”, afirma Allan Faria.
Ambos também revelam que pretendem apresentar o melhor ao público e estão preparando suas performances individuais e coletivas com bastante carinho. “Estou preparando duas belíssimas árias, de dois compositores diferentes, um italiano, outro alemão, porém, ambos personagens apaixonados”, antecipa Silveira. “Minha expectativa é sempre oferecer o melhor ao público, emocionando-o através do canto, da arte”, afirma.
“Irei fazer solos de duas das mais importantes óperas da história – No, Pagliaccio non son – da ópera I Pagliacci de Leoncavallo e Lucevan le Stelle, da ópera Tosca, de Giacomo Puccini, além de sucessos como Nessun Dorma, O Sole Mio e outras performances conjuntas”, revela.
Os dois tenores têm muitas históricas que se encontram. “A música sempre foi a minha maior paixão. Canto desde os 4 anos de idade, conquistei vários prêmios em concursos de canto gospel e lírico, porém, minha carreira foi iniciada como instrumentista. Mas, onde realmente me encontrei foi no canto. Foi o que me trouxe e traz, até hoje, a maior alegria, recompensa e prazer que um ser humano precisa e pode ter”, conta Silveira.
Atualmente, além de fazer parte do Coro Estável do Teatro Amazonas, ele é professor de canto e, em breve, conquista mais um título, uma formação (Fonoaudiologia), que irá agregar e somar fisiologicamente com a atual profissão.
Faria também começou na música ainda menino e logo se apaixonou pelo canto erudito, iniciando seus estudos em São Paulo com Helly Anne Caran. Se especializou em canto erudito, pela Accademia Della Voce del Piemonte, em Torino (Itália).
Participou de várias óperas e concertos no Brasil e em países como Itália, Alemanha, Escócia, Estados Unidos e Canadá. Atua como solista em óperas, oratórios e óperas, como tenor Spinto.
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