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No Amazonas, a estiagem – seca dos rios e escassez de chuvas –, as queimadas e fumaças, e o aumento da temperatura – de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), 3ºC acima do previsto para o período – está transtornando a vida de seus habitantes. Com o termômetro registrando recordes históricos, atingindo os 40ºC e sensação térmica ainda maior, o cuidado com a saúde é fundamental.
“Manter o corpo hidratado é o principal aliado. Uma boa alimentação e hidratação durante os períodos de muito calor são essenciais para garantir o bem-estar e a saúde”, afirma Lívia Ribeiro, nutricionista do Grupo Nova Era. “Há riscos de insolação, exaustão, desidratação, problemas respiratórios, distúrbios do sono e agravamento de condições de saúde pré-existentes, como doenças cardíacas, pressão alta e diabetes”, explica. “Fique atento aos sinais de desidratação, como sede intensa, boca seca, urina escura e fraqueza. Beba água”, reforça.
A nutricionista destaca que a chave para uma boa alimentação em períodos de calor é manter-se bem hidratado e escolher alimentos leves e refrescantes. “Adaptar sua dieta às condições climáticas pode ajudar a garantir que você se sinta energizado e confortável durante os dias quentes”.
Entre os conselhos e sugestões, Lívia Ribeiro indica a ingestão regular de água, ao longo do dia, mesmo que a pessoa não esteja com sede. É preciso também evitar bebidas açucaradas e com cafeína, pois podem contribuir para a desidratação. Também é recomendável ingerir alimentos ricos em água, como melancia, melão, pepino, morango e alface.
As refeições devem ser leves e de fácil digestão, como saladas, peixes grelhados, frango cozido e legumes no vapor. “Evite alimentos pesados e ricos em gordura, assim como frituras, porque vão fazer o corpo ficar mais pesado, lento e desconfortável”, observa.
Outras dicas são para incluir frutas e iogurte nas opções de lanches e evitar açúcar e álcool. “Se beber álcool, faça-o com moderação e intercale com água”, afirma a nutricionista.
Outro risco à saúde é o uso excessivo de ar refrigerado em ambientes internos, o que pode provocar choque térmico com o calor externo. “Em geral, uma pessoa bem hidratada, bem alimentada e com o sono regular está com uma boa imunidade também. Mas, na ausência desses fatores, há possibilidades maiores de que adoeçam”, adverte.
Os cuidados com a saúde das crianças, nesse período, devem ser intensificados. “A alimentação das crianças deve ser equilibrada e nutritiva durante todo o ano, mas em períodos de muito calor, é importante prestar atenção a alguns cuidados específicos para garantir que se mantenham saudáveis e bem-hidratadas”, orienta.
Entre os cuidados está a hidratação. Pais e responsáveis devem se certificar de que a criança beba água regulamente ao longo do dia, evitando refrigerantes e outras bebidas açucaradas. Frutas frescas, legumes, iogurte e cereais integrais também devem ser oferecidos a elas.
É preciso evitar que passem por exposição direta ao sol durante as horas mais quentes e, quando isso for necessário, garantir o uso do protetor solar, chapéus e roupas leves para proteger a pele e, sobretudo, ficar muito atento aos sinais de superaquecimento nas crianças, como a irritabilidade, suor excessivo, pele quente e seca, sede extrema e fraqueza. “Se você notar esses sinais, leve a criança para um local fresco e ofereça água”, explica Lívia.
Insolação – A exposição prolongada ao calor extremo pode levar à insolação, uma condição grave que ocorre quando o corpo não consegue dissipar o calor adequadamente. Os sintomas incluem febre alta, confusão, desmaios, pulso rápido e pele quente e seca.
Exaustão por calor – A exaustão por calor é uma condição menos grave que a insolação, mas ainda assim pode ser perigosa. Os sintomas incluem fraqueza, tontura, náusea, vômitos, sudorese excessiva e dor de cabeça.
Desidratação – O calor extremo pode aumentar a perda de líquidos através da transpiração, levando à desidratação. Sintomas de desidratação incluem sede intensa, boca seca, urina escura e diminuição da produção de urina.
Problemas respiratórios – Em climas muito quentes e secos, a qualidade do ar pode piorar, o que pode agravar problemas respiratórios, como asma e bronquite. No caso da nossa região, o que afetará não é o clima seco, mas sim o excesso de fumaça nesse período.
Agravamento de condições pré-existentes – O calor extremo pode agravar condições médicas preexistentes, como doenças cardíacas, pressão alta e diabetes.
Distúrbios do sono – Noites quentes e desconfortáveis podem interferir no sono, levando à insônia e à fadiga durante o dia.
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