13/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Hackathon premia solução inovadora que propõe etiquetamento por meio de IA em processos judiciais

Publicado em 18 de setembro, 2023

Foto: Divulgação/Assessoria Manaus Tech Hub

A maratona tecnológica “Hacka for Justice”, realizada pelo Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM), por meio da Escola Judicial (EJUD), em parceria com o Manaus Tech Hub, espaço de inovação aberta do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, terminou na noite deste domingo, 17/9. As atividades foram realizadas no Campus do Ocean Manaus, localizado na avenida Darcy Vargas, 1.200 – Parque Dez de Novembro, na Escola Superior de Tecnologia da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

A competição pioneira no Poder Judiciário Amazonense faz parte do projeto Trilha da Inovação e reuniu, durante o final de semana, 60 participantes entre estudantes e profissionais das áreas do direito, designer, programação, engenharia, entre outros, com o objetivo de propor soluções inovadoras aos problemas apresentados pelos realizadores. Seis equipes foram formadas e, após assistirem palestras de especialistas na área, os grupos começaram a desenvolver estratégias de melhorias na prestação jurisdicional.

Para o assistente judiciário do TJAM, Alexandre Silva de Souza, que participou pela primeira vez de um hackathon, a experiência foi gratificante. “Além de tudo o que aprendi no quesito conhecimento, notei que muitos problemas podem ser solucionados a partir da integração entre os campos de atuação. Quebrar a barreira de individualidade entre as áreas pode ajudar a construir um novo horizonte dentro do judiciário e tornar a Justiça muito mais efetiva e célere”, frisou.

No pitch de apresentação, cada líder demonstrou o problema que a equipe se propôs resolver; as pessoas envolvidas com aquele problema; a solução proposta e o diferencial da ideia apresentada e ainda sua usabilidade na prestação jurisdicional. Após a explanação, cada equipe respondeu alguns questionamentos elaborados por uma banca de jurados composta por Breno Corado, secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do TJAM; André Neto, diretor técnico no Sidia; Julia Hipólito, coordenadora de Projetos no Sidia; e Luiza Leite, coordenadora de Aceleração na ACE Ventures.

“Fico feliz em nome do time do Manaus Tech Hub em ver que o Hacka For Justice atingiu as expectativas. Tivemos a presença de participantes de diversas áreas, divididos em seis equipes que apresentaram pitches de diferentes soluções para melhorar o dia-a-dia do Poder Judiciário. Premiamos as três melhores soluções, mas ressalto que todas as outras foram ganhadoras”, destacou a coordenadora do Manaus Tech Hub, Bárbara Formoso.

A ideia campeã da maratona de programação foi o projeto idealizado pela equipe Rui Sons, formada pelos participantes Alexandre Silva de Souza, Rafael Freire Couto da Silva, Samuelson de Brito Mesquita, Gláucio Rodrigo Feitoza da Silva e Livia Hadassa do Nascimento, que apresentou um mecanismo que movimenta o sistema Projudi a partir de uma IA (Inteligência Artificial) automatizando toda a distribuição de processo ao criar elementos específicos de etiquetamento na plataforma, que atualmente prescinde de serviços semi-manual, levando assim aos gabinetes/varas toda as ações por memorizadas para agilizar o andamento e a análise processual. Além de passar, em uma visão de prospecção, por reconhecimento de prevenção de julgador, suspeição, demanda predatória etc. por meio da IA.

Ainda de acordo com o time vencedor, o foco do projeto idealizado no “Hacka for Justice” foi na interface de fácil implantação e baixo custo, uma vez que o TJAM está trabalhando na unificação do Projud como sistema único de tramitação judicial. O grupo ainda simplificou as etapas do advogado no cadastramento de processos passando de oito para quatro objetivas e específicas, agilizando dessa maneira o serviço.

Ao final do evento, o diretor da EJUD, desembargador Cezar Luiz Bandiera destacou que “sempre é possível a aplicação de tecnologia para ampliar e melhorar o trabalho”, ao citar o período da Covid-19 onde o Poder Judiciário se mantendo tão operacional como se presencial estivesse. “Nós sabemos que quando se fala em tecnologia nunca se chega ao limite, e sempre temos possibilidade de aplicação e é esse o objetivo dessa inspiradora parceria em busca de soluções que possam ser incorporadas ao nosso portfólio tecnológico. Que esse evento se repita e que os frutos desenvolvidos aqui façam a melhoria da prestação jurisdicional”, disse Cezar Bandiera.

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