
Pai de co-piloto, também aviador, faz publicação em homenagem ao filho morto na queda em Barcelos. Veja fotos
Pai do co-piloto Fernando Galvão, que fez a viagem do Embraer EMB-110 Bandeirante, prefixo PT-SGO, da Manaus Aerotáxi, o também piloto Fernando Luiz Galvão Bezerra, fez duas publicações neste domingo (17) em homenagem ao filho, postando fotos com as frases “Saudades eternas” e “Filho amado LUTO”, recebendo a solidariedade de amigos e da família. A aeronave caiu perto de Barcelos (distante 400 quilômetros de Manaus) ontem (16).
Fernando era piloto comercial na Amazônia, habilitado também a voar aeronaves anfíbio. O piloto Leandro Souza atuava na área comercial. Ele e Galvão trabalhavam com a Manaus Aerotáxi Participações Ltda., de onde o Bandeirante foi fretado.
Entre as 14 vítimas da queda estão ainda dois empreendedores rurais, o agrônomo Marcos Zica e o empresário Witter Ferreira de Faria, ambos de Uruaçu, em Goiás. Witter era agropecuarista há 20 anos e cultivava soja. Deixou a mulher e dois filhos.
No grupo que iria pescar em Barcelos, no período de alta temporada para o turismo, havia diversos empresários e médicos.
Entre eles, Euri Paulo dos Santos, que trabalhava na Moderna Empreendimentos e Serviços Ltda, em Minas Gerais; Guilherme Boaventura Rabelo era diretor da GJB Engenharia e Empreendimentos Ltda, em Minas Gerais; Heudes Freitas era diretor da Terra Engenharia Fundações e Sondagens, em Minas Gerais; Luiz Carlos Cavalcante Garcia, membro do Conselho Deliberativo do Cajubá Country Clube, em Minas Gerais e, Gilcresio Salvador Medeiros, dono de uma pousada em Niquelândia, em Goiás.
Fábio Campos Assis era dono de um comércio em Anápolis, Goiás; e Roland Montenegro Costa, médico aposentado do Hospital de Base do Distrito Federal, tinha 70 anos. Era cirurgião do aparelho digestivo, considerado pioneiro dos transplantes na capital federal. Ele ainda atendia em consultório particular e operava em alguns hospitais de Brasília.
Lista de passageiros da empresa de aerotáxi
Euri Paulo dos Santos
Fábio Campos Assis
Fábio Ribeiro
Gilcresio Salvador Medeiros
Guilherme Boaventura Rabelo
Hamilton Alves Reis
Heudes Freitas
Luiz Carlos Cavalcante Garcia
Marcos de Castro Zica
Renato Souza Assis
Roland Montenegro Costa
Witter Ferreira de Faria
Tripulantes
Leandro Souza – piloto
Fernando Galvão – co-piloto

O médico Roland

Renato Souza Assis

Fernando Galvão – co-piloto

Guilherme Boaventura Rabelo

Gilcresio Salvador Medeiros
Os passageiros da aeronave saíram de Manaus com destino a Barcelos para praticar pesca recreativa. O prefeito de Barcelos, Edson de Paula Rodrigues Mendes, informou que o avião foi fretado por um empresário que atua no setor de pesca esportiva na cidade.
O Embraer EMB-110 Bandeirante de matrícula PT-SOG pertencia à empresa Manaus Aerotáxi e, segundo consulta no portal da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), tinha permissão para operar normalmente. Em nota, a empresa lamentou o acidente e se colocou à disposição das autoridades para esclarecer o episódio.
Ainda conforme explicou o prefeito, os passageiros eram amigos de Brasília, São Paulo e Minas Gerais, todos praticantes de pesca esportiva e que frequentavam a cidade há muitos anos. As vítimas devem ter os corpos levados para Manaus neste domingo (17).
Na cidade onde ocorreu a queda, a 394 quilômetros de Manaus, os corpos foram levados ao ginásio da cidade. São 14 mortos, entre eles o piloto Leandro Souza e o co-piloto Fernando Galvão. Durante a coletiva foi confirmado que todos os passageiros eram turistas que iam fazer pesca esportiva no Município.
No momento da queda do avião, por volta das 15h (de Brasília), chovia forte em Barcelos, de acordo com a Defesa Civil do Amazonas. Outros aviões chegaram a cancelar pousos no aeroporto da cidade, segundo o prefeito do município.
Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), da FAB, foram acionados ainda na tarde de sábado para atuar no local do acidente.
Em nota, o órgão declarou: “O Cenipa tem o objetivo de investigar as ocorrências aeronáuticas, de modo a prevenir que novos acidentes com características semelhantes ocorram. A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes”.
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