
Em “Iboru, que sejam ouvidas as nossas súplicas”, os atores Lucas Prado, Pamela Aguiar e Fernando Rubro interpretam, respectivamente, Pixinguinha, Clementina de Jesus e João da Baiana. Fotos: Divulgação/Wilmore Oliveira
O que aconteceria se Clementina de Jesus, João da Baiana e Pixinguinha se encontrassem há exatos 100 anos, ainda jovens, para discutir o futuro do samba? É desta premissa que surge “Iboru, que sejam ouvidas as nossas súplicas”, curta-metragem fictício que será lançado nesta quarta-feira (30/8), no canal oficial de Marcelo D2 no YouTube. A obra convida o espectador a mergulhar na narrativa audiovisual do novo samba tradicional de Marcelo D2, e integra o projeto Iboru, inaugurado com o lançamento do mais recente álbum do artista.
Honrar o passado, celebrar o presente e construir o futuro: esses são alguns dos objetivos do filme, roteirizado por Marcelo D2 e codirigido com Luiza Machado, que também assina a direção do projeto. O curta-metragem é uma realização da Pupila Dilatada – produtora do casal – em conjunto com a Elemess.
Em uma conversa imaginada por D2, Clementina de Jesus, João da Baiana e Pixinguinha estão na cozinha de Clementina falando sobre o samba e seus caminhos. Pixinguinha, que ganha vida pelo ator Lucas Prado, é sonhador e quer levar o samba a novos lugares. Enquanto Clementina, interpretada por Pamela Aguiar, e João da Baiana, representado por Fernando Rubro, são mais céticos e desconfiam se é de fato possível que o samba atinja novos patamares.
Os diálogos acontecem durante a feitura do almoço e são intercalados com cenas de muita arte e celebração da cultura popular brasileira.

Marcelo D2 e Luiza Machado nos bastidores da gravação. Foto: Divulgação/Wilmore Oliveira
Numa linguagem contemporânea, a trama permeia um passado de 1923 com uma liberdade poética que muito se confunde com o presente. O intuito é justamente esse: conectar passado, futuro e presente, através de elementos estéticos, de linguagem e narrativa, que desaguam em uma reflexão sobre como os desafios de hoje não são tão diferentes dos enfrentados há 100 anos.
A exemplo do disco homônimo, lançado em junho deste ano, o filme integra o multiverso criativo do artista, que reúne samba, rap, cinema, artes plásticas, dança, ancestralidade e fé.
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