28/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Dia dos Pais: Profissional do DIOA revela como concilia paternidade e o trabalho como piloto de helicóptero

Publicado em 12 de agosto, 2023

Foto: Divulgação/Erikson Andrade/SSP-AM

Neste domingo, 13/8, é comemorado o Dia dos Pais. Apesar do trabalho intenso, os papais que integram as Forças de Segurança e Salvamento do Amazonas procuram conciliar na agenda a missão de resguardar a sociedade e desfrutar da paternidade ao lado de seus filhos. Pai de uma menina de 15 anos, o piloto de helicóptero do Departamento Integrado de Operações Aéreas (DIOA), Ralf Kanitz, desvenda alguns segredos de como faz para cumprir as duas missões.

A missão em ser pai não está apenas em colocar o nome na certidão, é necessário se fazer presente, acompanhar, contribuir em todos os aspectos, desde antes do nascimento, até o fim da vida. É educar, ensinar, proteger. É surpreendente e até mesmo assustador saber que você pôs uma vida no mundo, e que a partir daquele momento terá que ter muitas responsabilidades.

Então, imagina conciliar a paternidade e a profissão ser exatamente proteger as pessoas? Ralf, que é pai de Maria Luiza, conta que não é fácil e nem nunca foi conciliar a sua paternidade com o seu trabalho.

“Quando você assume o papel de servir ao povo, você assume um compromisso com todo o estado. Só que não podemos negligenciar aqueles que nós amamos e que estão em casa. Então torna-se muito difícil ficar conciliando tempo, entre o trabalho e a educação da minha filha. Mas a gente sempre dá um jeito de estar perto, de buscar na escola quando dá, quando não dá para buscar, mas dá um jeito de almoçar, justamente porque sabemos que a mesma responsabilidade que nós temos com o povo amazonense, temos que ter em casa”, comenta.

Nascimento da filha

Ralf, que estava acostumado a grandes adrenalinas, conta como foi sua reação ao descobrir que seria pai. O piloto é casado com a investigadora da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM), Carolina Marini Kanitz.

“Quando recebi a notícia de que eu seria pai assim, vira uma chave na sua cabeça, o seu mundo muda, porque eu encaro um filho como uma vida que Deus está confiando para aqueles pais e isso me tomou de responsabilidade, mas fiquei e sou eternamente grato de poder ter uma filha, poder passar todas as coisas que meus pais me passaram, todos os valores, conceitos”, descreve.

Com a chegada da filha, Ralf lembra das mudanças na vida do casal, mas disse nunca ter esquecido dos ensinamentos dos pais e sempre buscou e procura dar atenção, seu amor e sua educação a filha.

“Eu sou de uma origem muito humilde, mas sempre tive um pai. Ele me falou uma vez que a maior herança que um pai pode deixar para um filho é a educação. Então, eu sempre carreguei isso comigo, e o significado de paternidade, você pode ser pai, sem que o filho seja de sangue. Um pai de verdade é aquele que se faz presente, que ensina, que educa, que repreende e que enche aquela vida ali com muito amor. Um pai, ele precisa se fazer presente, tem que educar, tem que ensinar, corrigir na hora certa. Então, para mim, a paternidade, ela se resume nisso, educação, amor, correção”.

Na conciliação entre a paternidade e o seu trabalho, o piloto não esquece de contar sobre a sensação que passou ao lado de seus amigos de farda, de que alguns não voltaram para casa.

“Eles estavam tomados de planos, com a família, filhos. Quando se coloca em uma situação de quase morte, onde as pessoas que não têm amor nenhum pela vida, amor nenhum pelo próximo, elas estão ali somente para praticar o mal, sua vida não conta para eles, e nesse momento, não tem tempo para pensar. Mas depois que passa, aí isso mexe. Aí você pensa, ‘eu poderia não ter voltado para minha filha hoje, poderia não ter voltado para casa hoje, voltado para minha esposa hoje’. Mas, tudo isso também é muita a questão de ter a certeza, amar o que faz, estar preparado, isso tudo vai fazer a diferença no final”.

Momento marcante

Ralf relembra que o nascimento de Maria Luiza foi algo imensurável. “Eu filmei o parto, acompanhei toda a gestação e quando eu peguei aquela vidinha nos meus braços, que eu olhei, eu agradeci a Deus e pedi a Ele só muita luz, muita sabedoria, para poder honrar aquele presente que ele estava me dando. O nascimento dela é algo que eu vou carregar para sempre na minha vida”, afirma.

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