26/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto de lei quer soro contra animais peçonhentos em UBSs da zona rural

Publicado em 04 de agosto, 2023

Projeto de lei quer soro contra animais peçonhentos em UBSs da zona rural

Foto: Divulgação

O vereador Eduardo Alfaia (PMN) vice-presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural (COMAGRI) e da Frente Parlamentar em Defesa da Zona Rural Rodoviária e Ribeirinha (FRENDERURAL) protocolou o Projeto de Lei nº 404/2023, que prevê a disposição de soro antiofídico (utilizado para neutralizar o veneno de serpentes) nas Unidades Básicas de Saúde Rurais (UBSRs), oferecendo o cuidado paliativo integral, evitando sequelas motoras, neurológicas ou a morte de vítimas.

“O Brasil é referência mundial na produção de antídotos ofídicos, sendo o pioneiro em sua fabricação, e este projeto surge para garantir que haja a distribuição efetiva deste produto principalmente nos lugares mais afastados dos centros urbanos. Justamente por serem circunvizinhos a florestas e áreas de proteção ambiental, existe um risco iminente de ataque de animais, entre eles os que apresentam peçonha, tornando-se essencial que os profissionais da saúde tenham o tratamento adequado e de fácil alcance para lidar com os possíveis acidentes”, defendeu Alfaia.

O texto ainda discorre que a Secretaria Municipal de Saúde (SEMSA) será responsável pela capacitação com relação ao manuseio e ao correto armazenamento do soro, além de oferecer contato direto com a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado. A Prefeitura de Manaus deverá se responsabilizar pela política de distribuição da substância, sendo encarregada de disponibilizar ao menos a versão polivalente, utilizada em casos de desconhecimento da espécie de serpente.

Sobre o ofidismo

As picadas de cobras são causadoras de mais de 63 mil mortes por ano no mundo, o que fez a Organização das Nações Unidas (ONU) acender o alerta vermelho para tal situação. A verdade é que existem medicamentos neutralizadores de veneno para todos os casos, entretanto, a desinformação, aliada a políticas de saúde inefetivas colaboram para agravamento da situação.

O antídoto

Os soros antiofídicos são produzidos a partir do veneno da serpente, que em seguida é injetado em cavalos, responsáveis por gerar anticorpos. Após esta reação é feita a retirada de uma quantidade de sangue, e enviado para um laboratório para fazer a separação do soro. Neste caso, pode ser utilizado o produto de vários animais desde que seja verificada a qualidade, a pureza e eficácia, garantindo assim o resultado.

Além disso, é possível que haja dois tipos de vacinas: a monovalente, desenvolvida a partir do veneno de espécies da mesma família e a polivalente: provinda da união do antígeno de diversas espécies, sendo aplicada quando não se sabe qual foi a serpente envolvida na ocasião.

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