23/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Agentes da PRF envolvidos na morte de Genivaldo serão demitidos, em Sergipe

Publicado em 04 de agosto, 2023

Agentes da PRF envolvidos na morte de Genivaldo serão demitidos, em Sergipe

O processo administrativo disciplinar que apurou a ação dos policiais rodoviários federais envolvidos na morte de Genivaldo de Jesus Santos, em Sergipe, foi concluído pela Corregedoria-Geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Com mais de 13 mil páginas, o processo recomenda a demissão dos três agentes diretamente ligados à abordagem e morte de Genivaldo. E também sugere a suspensão de outros dois agentes, por 32 e 40 dias, por preencherem boletim de ocorrência ‘sem a devida transparência e informações relevantes’, segundo a PRF.

O documento foi encaminhado ao Ministério da Justiça na noite de quarta-feira (2). O órgão é responsável por decidir se demite ou não os três agentes e se suspende os outros dois, conforme sugestão da Corregedoria da PRF. A palavra final é do ministro Flávio Dino.

Dentro do MJ, o processo é analisado pela Secretaria-Executiva. Não há prazo para que a pasta decida o destino dos agentes.

Além da morte de Genivaldo de Jesus, a PRF também investigou duas outras denúncias contra os policiais.

Segundo o processo administrativo, os casos aconteceram dois dias antes da trágica morte de Genivaldo, caso que ficou conhecido como “câmara de gás”, já que ele morreu após ser trancado no porta-malas de um carro da PRF onde foram lançadas bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta.

As vítimas relataram que foram abordadas da mesma forma, quando transitavam de moto pela pista em Umbaúba (SE), sem capacete, e foram abordadas e agredidas. A PRF informou que a denúncia foi incluída no mesmo procedimento administrativo que correu contra os três policiais.

Em março, em nota, a defesa disse que o servidor “sempre prestou relevantes serviços à sociedade brasileira, sendo um servidor público exemplar”.

O caso

O caso aconteceu em maio de 2022 e ficou conhecido como “a câmara de gás improvisada”.

De acordo com a denúncia do Ministério Público, a vítima morreu asfixiada após ser colocada no compartimento de presos da viatura da PRF, onde os agentes lançaram spray de pimenta e gás lacrimogêneo.

O juiz de primeiro grau decretou a prisão preventiva dos policiais “para garantia da ordem pública, em razão da gravidade do fato e de indícios de reiteração criminosa específica”. Isso porque, segundo o STJ, dois dos três policiais envolvidos no caso foram indiciados por abordagem violenta dois dias antes da morte de Genivaldo.

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