
Foto: Divulgação/Raissa Eme/Secretaria de Cultura e Economia Criativa
O “Arraiá Seringal na Roça” foi realizado nesta quinta-feira (27/07), no Museu do Seringal Vila Paraíso. As comidas típicas do período e apresentações folclóricas marcaram a primeira edição do evento.
Para a diretora do Departamento de Museus da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, Aline Santana, o êxito da programação abre caminhos para outras edições. Com o objetivo de integrar as comunidades próximas ao museu, o evento também recebeu a visita de mais de cem turistas.
“O nosso arraial foi um sucesso e a parceria com as comunidades faz parte desse resultado. Eles foram protagonistas do evento. Diariamente recebemos muita gente no museu e o arraial apresentou um pouco da nossa cultura para os visitantes”, diz Aline.
A socióloga argentina Eugenia Frigerio conheceu um pouco da história do período da borracha e ainda assistiu uma apresentação da quadrilha “Amigos na Roça”. De férias em Manaus, Eugênia ressaltou a coletividade presente na dança. “Estou encantada com o folclore, com os ritmos, com esta cultura coletiva e como as pessoas se protegem. A história desse lugar tem muita força. Aqui tudo é muito incrível”.

Foto: Divulgação/Raissa Eme/Secretaria de Cultura e Economia Criativa
“Amigos na Roça” foi uma das atrações do arraial. A quadrilha é formada por moradores da comunidade Nossa Senhora de Fátima. Segundo a coordenadora do grupo folclórico, Val Santos, a experiência foi única. “É muito legal essa iniciativa porque divulga ainda mais a nossa quadrilha. Há 9 anos a gente dança nas comunidades, quem sabe um dia nos apresentamos em Manaus, lá na Bola da Suframa”, conta Val, mencionando o Festival Folclórico do Amazonas, que acontece nos meses de junho e julho.

Foto: Divulgação/Raissa Eme/Secretaria de Cultura e Economia Criativa
A participação da comunidade no arraial vai além das apresentações. Há dois meses, os empreendedores locais participam de eventos no espaço, reforçando a renda com a comercialização de comidas típicas e artesanato.
Como parte deste grupo, indígenas da tribo dos barés, da comunidade Nossa Senhora do Livramento, têm a oportunidade de mostrar sua cultura por meio da dança – Dança dos Maracás e Maracandé – culinária, arte e pintura corporal.
O artesão Edson Ferreira se animou com a iniciativa, que segundo ele traz um ganho financeiro para a família. “Toda a família colabora para confecção dos artesanatos, e com dois meses aqui e essas vendas já ajudaram muito”.
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