
Foto: Divulgação/Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa
A movimentação cultural no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes atraiu atenção dos mais diversos públicos na última segunda-feira (03/06), com uma mistura de boi-bumbá com rock and roll que mostrou que dois opostos podem se complementar.
O projeto “Bumba Meu Rock” já é conhecido pelo público amazonense desde 2019. Desta vez, a montagem foi realizada para receber o público que retornou da 56º Festival Folclórico de Parintins numa atividade feita pelos alunos de coral infanto-juvenil do Liceu de Artes e Ofícios Claudio Santoro.
Com arranjos de guitarra, bateria, baixo, violino e teclado, canções clássicas de rock e do ritmo da Ilha tupinambarana ganharam versões na voz dos jovens talentos do Liceu.
“O ‘Bumba Meu Rock’ é um projeto que nasceu em 2019 quando os artistas como Márcia Siqueira e Banda Essence fizeram um show mesclando rock and roll com boi-bumbá. Eu acompanhei o crescimento desse projeto e vi que a gente poderia inserir alunos adolescentes cantando de forma coral e mesclando as coreografias com a banda”, explica Dhijana Nobre, maestrina e regente do coral desde 2017 .
“No Liceu eles têm a chance de não trabalhar um coral que é só voz, eles trabalham corpo, fazem atividades teatrais, coreográficas, a gente trabalha com idiomas e nada melhor do que agregar aos nossos jovens o conhecimento da cultura do boi-bumbá. Os adolescentes de hoje gostam muito de música popular norte-americana e a gente quer que a nossa cultura cresça também dentro da nossa juventude”, completou.
O coralista Rosivan Neto, 18, aluno há 3 anos do Liceu, ressalta o privilégio de participar do evento. “Para mim tem sido uma experiência incrível misturar boi com rock. Nunca tinha vivido essa experiência dançando e cantando, então como aluno do Claudio Santoro participar disso é um privilégio muito grande”, conta.
Fã de boi-bumbá, a solista Ester Barbosa, 18, compartilha da mesma alegria. “Eu sou muito fã do boi, dessa cultura maravilhosa que a gente tem aqui no Amazonas e poder levar o rock com o boi-bumbá nesses dois ritmos fica incrível e maravilhoso de se dançar”, conclui Ester.
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