18/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Caprichoso faz espetáculo apoteótico no encerramento do Festival de Parintins

Publicado em 03 de julho, 2023

Caprichoso faz espetáculo apoteótico no encerramento do Festival de Parintins

Grandiosidade marcou apresentação do touro negro.

Por Peta Cid

Especial para o Portal do Marcos Santos

Encerrando o Festival Folclórico Parintins, o boi Caprichoso ecoou um último brado, “Revolução, a consagração pelo saber popular”, fazendo espetáculo apoteótico na arena do Bumbódromo.

Uma chuva fina no início da apresentação não impediu que o bumbá entrasse na arena com garra para cantar a tradição do boi preto de Parintins, nascido de uma promessa, que renasce a todo instante provando que o brincar é o verdadeiro espírito de revolução.

Um grande cenário da cultura popular se formou na arena para começar a festa. O apresentador Edmundo Oran e o levantador de toadas Patrick Araujo chegaram na arena trazidos por um beija-flor e balé de pássaros, enquanto o boi surgiu em uma grande estrela.

Com a toada “Chamada do meu boi”, a galera azul e branca balançou o Bumbódromo diante de um cenário colorido da cultura popular.

Boi surgiu de uma estrela dourada.

A lenda amazônica Touro Encantado e a Estrela de Ouro contou a história do Rei Sebastião, que desapareceu nas águas das praias dos lençóis, na parte amazônica do Maranhão. A imagem de D. Sebastião se transforma em um imenso Touro Negro, trazendo em sua testa uma estrela dourada.

O boi Caprichoso surgiu no alto da estrela.  A porta-estudante Marcela Marialva e a sinhazinha Valentina Cid evoluíram nesta alegoria.

Em seguida, foi a vez da Vaqueirada brincar de boi conduzida pelo Caprichoso.

A figura típica, o Contador de História, foi um momento especial do boi azul e branco levando para arena vários seres do imaginário amazônico e a rainha do Folclore, Cleise Simas.

Um momento de êxtase do bumbá foi o momento coreográfico Pavu Maraúna, dos povos indígenas Gorá, os Cinta-Larga, das Terras Indígenas Serra Morena, Aripuanã, Novo Aripuanã e Roosevelt, situadas à leste de Rondônia e Noroeste do Mato Grosso.

Vivem sob a maior mina de diamantes do mundo, e muitas de suas lideranças já morreram ou estão sendo ameaçados, assim como outros integrantes das aldeias. A cunhã-poranga, Marciele Albuquerque, chegou nesse momento para sua evolução.

Alegorias foram destaque.

Para fechar a noite o ritual Maï Marakã, a música dos deuses. Entoado pelos pajés, o canto ritual representa para o povo Araweté a visão dos deuses.

Alegoria apoteótica trouxe no alto içado em um módulo esvoaçante o grande pajé Erick Beltrão, que surpreendeu com uma fantasia que se transformava em gavião.

A grandiosidade e a perfeição marcaram a apresentação do boi azul, digna do Festival de Parintins.

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