
Ostentação dos influencers nas redes sociais chamou atenção da polícia. Fotos: Reprodução/Redes sociais
Os influencers digitais João Lucas da Silva Alves, 24, o “Lucas Picolé”, e Enzo Felipe da Silva Oliveira, 24, conhecido como “Mano Queixo”, foram presos na manhã desta quinta-feira (29) durante a “Operação Dracma” realizada pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por meios dos 13º e 15º Distritos Integrados de Polícia (DIPs).
Entre os crimes estão estelionato, lavagem de dinheiro, associação criminosa, fraude no comércio, receptação qualificada, promoção de jogos de azar, publicidade enganosa, receptação qualificada, tráfico de drogas, associação para o tráfico, adulteração de identificação de veículo automotor.
De acordo com o delegado Cícero Túlio, as investigações começaram há cerca de 5 meses a partir da ostentação que os influenciadores mostravam nas redes sociais e chegaram a um esquema de rifas ilegais que eram vendidas a partir de centavos.
“Eles faziam um sistema de sorteio de prêmios clandestinamente sem que houvesse nenhum tipo de fiscalização ou controle por parte do Ministério da Economia e, a partir do levantamento dos valores decorrentes dessas rifas ilegais, eles acabavam escoando esses valores na compra de veículos de luxo e, principalmente em relação ao alvo ‘Picolé’, juntamente com a Flávia Ketlen, eles conseguiram montar uma empresa no sentido de escoar esses valores”, explicou o delegado.
Durante as buscas na loja do Lucas, foram apreendidos carros de luxo, uma motocicleta adulterada, mais de uma tonelada de produtos falsificados, além de notas e cupons mostrando que a recebedora dos valores decorrentes da pirataria era Flávia, apontada como cunhada de Lucas.
Lucas ainda teria tentado se desfazer de dois aparelhos celulares e da chave de um dos automóveis de luxo, uma BMW, onde foram encontradas aproximadamente 170 unidades de LSD e munições de fuzil.
“A gente conseguiu apurar que alguns dos veículos que eram sorteados, antes mesmo da realização do sorteio, já tinham sido transferidos para propriedade dos supostos ganhadores. Isso tudo comprova a fraude que ocorria”, disse Túlio.
A estimativa é que mais de R$ 5 milhões tenham sido movimentados pelos suspeitos em 2 anos. A influencer Isabelly Aurora também foi alvo da Operação e segue sendo investigada por organização criminosa e lavagem de dinheiro, entre outros crimes. Um de seus carros, uma Amarok cor de rosa, foi aprendida junto com aparelhos celulares.
Ainda de acordo com o delegado, uma das vítimas compareceu a unidade policial relatando que teve um veículo vendido sem seu consentimento que acabou sendo rifado por Lucas Picolé.
Outros influenciadores de Manaus estão sendo investigados e há possibilidades de desdobramentos na Operação.
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