16/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Polícia investiga caso de influencers que entregaram banana e macaco de pelúcia a crianças negras

Publicado em 31 de maio, 2023

Polícia investiga caso de influencers que entregaram banana e macaco de pelúcia a crianças negras

Após a circulação nas redes sociais de um vídeo em que influencers entregam uma banana e um macaco de pelúcia a crianças negras no Rio de Janeiro, o Ministério Público recebeu quase 700 denúncias. Em nota, o MP afirmou que os dados foram encaminhados para a 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Especializada da Capital, para análise e adoção das medidas cabíveis.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) instaurou procedimento e a Polícia Civil investiga o caso. Segundo a polícia, os vídeos serão analisados e as investigações estão em andamento para identificar os envolvidos.

O episódio veio à tona na terça-feira (30), após a divulgação do vídeo em que a influencer Kerollen aparece ao lado de duas crianças negras e pergunta se elas preferem receber uma nota de dinheiro ou um presente fechado e embalado.

As crianças escolhem pelos presentes, sendo uma banana e um macaco de pelúcia. Nas cenas, enquanto o menino se mostra visivelmente incomodado com a banana, a menina aceita a pelúcia.

Entenda o caso

As imagens foram publicadas pela advogada Fayda Belo nas redes sociais. A advogada especialista em direito antidiscriminatório afirma que o vídeo reproduz um ato de racismo recreativo.

“Para ridicularizar duas crianças negras, para incitar essa discriminação perversa que nos tira o status de pessoa e nos animaliza. Como se fosse piada, mas não é piada não, o nome disso é racismo recreativo, usar da discriminação contra pessoas negras com intuito de diversão, de descontração, de recreação agora é crime, anjo. Você pode receber uma pena de até quase oito anos de cadeia, qual que eu espero que aconteça”, diz Fayda.

As influencers Kerollen e Nancy são mãe e filha, que divulgam conteúdos no Instagram, TikTok e YouTube, reunindo mais de 13 milhões de seguidores. O vídeo citado pela advogada, que circula nas redes, não está mais disponível nos canais.

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