Os dados de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), de sua filha Laura Bolsonaro, 12, de Mauro Cid, sua esposa e filha teriam sido forjados para garantir a entrada deles nos Estados Unidos. A falsificação teria ocorrido na viagem para o país em dezembro de 2022, quase no fim do mandato de Bolsonaro na presidência.
De acordo com as investigações da Polícia Federal, Mauro Cid, ex-ajudante de Bolsonaro, teria incluído os dados falsos nos sistemas do Ministério da Saúde. A fraude foi lançada no sistema ConectSUS no dia 21 de dezembro e retirado em 27 de dezembro, apenas para que Bolsonaro e Michelle pudessem baixar o certificado de vacinação, obrigatório para a entrada nos EUA.
A viagem de Bolsonaro e família ocorreu em 30 de dezembro de 2022. Ele voltou ao Brasil no último 30 de março. A operação da PF prendeu Mauro Cid nessa manhã e também fez buscas e apreendeu celulares na residência de Bolsonaro em Brasília.
À imprensa, Bolsonaro negou a fraude e afirmou que nunca pediram certificado de vacinação para entrar no país. Também repetiu que nem ele nem a filha foram vacinados. “Não existe adulteração da minha parte. Eu não tomei a vacina, ponto final, nunca neguei isso”, disse.
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