
Foto: Divulgação/Marcio James/Secretaria de Cultura e Economia Criativa
“A Lei Paulo Gustavo especifica o hip-hop dentro do edital e isso é uma forma de garantir reconhecimento ao nosso trabalho”, ressalta Mel Angeoles, vice-presidente da Associação Intercultural de Hip-Hop Urbanos da Amazônia (AIHHUM). Uma reunião com a categoria foi realizada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC), nesta terça-feira (25/4), em cumprimento às exigências do Ministério da Cultura (MinC) e como política afirmativa para facilitar a inclusão dos artistas locais.
A assessora jurídica da SEC, Anne Paiva, informa que segmentar as reuniões é uma forma de aproximar a linguagem da lei para cada setor e gerar mais oportunidades de adesão em projetos.
“Os profissionais da cultura hip-hop estão segmentados nos editais da Secretaria desde a lei Aldir Blanc e agora, em 2023, com a Lei Paulo Gustavo, estamos garantindo novamente aos profissionais do hip-hop uma maior adesão de projetos, tendo em vista que estamos fazendo reuniões segmentadas para essa linguagem cultural, para aproximar e dar maiores oportunidades a esses profissionais”, ressalta Anne.
Edgar Damasco, produtor cultural de dança urbana, conta que a lei vem depois de momentos de instabilidade e irá facilitar o desenvolvimento de eventos de dança.
“A Lei Paulo Gustavo ajudará muito o hip-hop, que sofreu muito durante a pandemia e vai trazer também reconhecimento e a oportunidade de trabalhar com ajuda desse recurso, que irá expandir nossos trabalhos com a produção de eventos de dança urbana”, diz o produtor.
Para Mel Angeoles, o recurso poderá ampliar eventos que já existem em Manaus e trazer maior reconhecimento às artes urbanas.
“A lei vai ajudar muito o hip-hop em Manaus. Por ser uma cidade muito urbana e com influência da cultura hip-hop, Manaus tem skate, patins e dança breaking, que é uma modalidade olímpica, por isso acho importantíssimo que a Lei Paulo Gustavo tenha especificado essa cultura dentro da lei. É uma forma de garantir reconhecimento ao nosso trabalho”, afirma Mel. “Com essa lei será possível ampliar o alcance e dar maior visibilidade a produções urbanas, que já acontecem e podem ser vistas em muitos bairros, com graffiti, batalhas, danças e outras expressões”.
A próxima reunião setorial acontecerá na quarta-feira (26/4), das 14h às 17h, com artistas de representatividade LGBTQIAPN+. A reunião será no Cineteatro Guarany, localizado na avenida Sete de Setembro, Centro.
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