03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Sem Lula, empresas brasileiras prosseguem em agendas na China e fecham acordos

Publicado em 29 de março, 2023

Sem Lula, empresas brasileiras prosseguem em agendas na China e fecham acordos

Mesmo com o adiamento da viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à China, a comitiva brasileira dá prosseguimento à sua agenda no país asiático e anuncia acordos comerciais para diversos setores.

De acordo com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), mais de 20 acordos de cooperação foram fechados na missão empresarial em Pequim.

A Vale, por exemplo, celebrou sete acordos com empresas chinesas. Entre os parceiros estão universidades e centros de pesquisa, siderúrgicas e instituições bancárias.

A empresa brasileira fechou contratos com o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) e o Bank of China, para cooperação envolvendo crédito à mineração no Brasil e a outros projetos ao redor do mundo. O acordo também busca fortalecer iniciativas de energia verde.

A Suzano assinou três contratos com parceiros chineses. Um deles, firmado com uma empresa de embarcações, visa a construção de cinco navios de transporte de celulose e produtos de base biológica, incluindo contrato de transporte de longo-prazo.

A BMV global fechou dois acordos. Um deles envolve o lançamento da plataforma de comércio de crédito de biodiversidade entre a China e o Brasil. Outro, a implementação de crédito de biodiversidade como mecanismo de compensação de impacto ambiental e a obtenção do selo de boas práticas ESG.

A própria Apex-Brasil formalizou parceria com as chinesas Venture Cup China e Beijing Hycore Innovation, para apoiar startups brasileiras a desenvolverem seus negócios no país asiático.

Bancos brasileiros

Ainda entre os anúncios, a sucursal brasileira do Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), o maior banco do mundo, passa a atuar como banco de compensação do renminbi no Brasil, ou “clearing house”.

As reduções das restrições ao uso do renminbi têm o potencial de promover o comércio bilateral e facilitar investimentos com a moeda chinesa.

Além disso, o Banco Bocom BBM anunciou a adesão ao China Interbank Payment System (Cips). O Cips é a alternativa chinesa ao Swift, ambos sistemas de compensação financeira que facilitam transações em moedas locais entre os países.

O Bocom BBM será o primeiro a participar do Cips dentro da América do Sul. O banco é resultado da compra do BBM – antigo banco da Bahia, um dos mais antigos do país, fundado em 1858 – pelo Bank of Communication, um dos cinco maiores bancos comerciais da China. Hoje, o Bocom BBM é o maior banco chinês no Brasil.

As assinaturas ocorreram durante a realização do Seminário Econômico Brasil-China, evento organizado pela ApexBrasil, com apoio do governo federal, do Conselho Empresarial Brasil-China (CEBC) e uma ampla rede de parceiros.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.