03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Descubra sete livros escritos por mulheres da Amazônia para ler em 2023

Publicado em 08 de março, 2023

Descubra sete livros escritos por mulheres da Amazônia para ler em 2023Escritora Ana Peixoto aborda em sua obra voltada à literatura infantil, as frutas, bichos e demais elementos da Amazônia.
Foto: Arquivo/Semcom

Poesia, prosa, história contemporânea ou infantil, este são os gêneros literários abordados em alguns dos sete livros indicados pela editora Valer – e por ela publicados -, escritos por autoras regionais, indicados para celebrar o Dia Internacional da Mulher, comemorado nesta quarta-feira, 8/3, e que valem a pena serem acrescentados à lista de leitura deste ano. Para adquirir qualquer uma das obras, basta acessar www.editoravaler.com.br ou pedir pelo WhatsApp (92) 99613-1113.

Confira!

Ritmos de inquieta alegria – Violeta Branca

Ritmos de inquieta alegria é uma obra que se define pelo lirismo e vivacidade no tratamento dos temas. Compõe-se de poemas em que se destaca a ânsia de vida e liberdade, associadas a um forte desejo de descoberta dos mistérios do mundo. É um livro expressivo de um espírito irresignado, jovem e ousado. Violeta Branca, ao publicá-lo, em 1935, aos 19 anos, surge para a literatura como uma poetisa promissora. O livro mereceu uma apreciação entusiasmada do saudoso intelectual Rodrigo Octavio e boa acolhida por parte da crítica.

Amazônia colônia do Brasil – Violeta Loureiro

Neste livro, Violeta Loureiro toma a sua história, no que se refere à sua formação intelectual, para nos oferecer uma compreensão da Amazônia contemporânea. Essa é uma característica singular da obra. No que tange à pesquisa, a tese sustentada pela autora chama a atenção pela forma como os argumentos são construídos e, também, pelas referências com as quais ela dialoga. Trata-se do entendimento de que a Amazônia tem o seu passado e o seu presente como Colônia. Outrora, o seu explorador foi Portugal; hoje, o que nos deixa perplexos, é o próprio Brasil, que a subordina a essa condição, que é um impedimento para o seu pleno desenvolvimento e para a melhoria de vida da sua população. A obra é indispensável para pesquisadores e para o público em geral.

Íntima fuligem – Astrid Cabral

Esta é uma das mais belas e trágicas obras de Astrid Cabral. Reúne um conjunto de poemas em que ela busca alcançar, na sua crueza, a compreensão da condição humana. Nesse sentido, os temas dominantes são: a morte, a solidão, a dor, a memória, a mudez, a perda das pessoas amadas e a passagem do tempo: Agora a dádiva cabe / a vermes e raízes: / que vá meu corpo inerte / ao vão da terra fria. É, também, uma busca do que é essencial ao ofício do poeta e do exercício minucioso de lapidar a palavra.

Histórias de bichos da Amazônia – Ana Peixoto

Esta é mais do que uma mera história, tendo em vista que se trata de uma narrativa sateré-maué. Na narrativa vê-se a história do alto/baixo, presente em todas as culturas. Este livro é um passeio pela fauna regional: um encontro com bichos como o papagaio, a cobra, o jabuti, a coruja e o sapo. Trata-se de uma mensagem de preservação do meio ambiente.

Meninos-árvores – Daniele Soares

Este livro nasceu inspirado pelo cenário, pela narrativa e imagens que se instalaram na memória de uma criança, se fortaleceram na adolescente e se transformaram em palavras na escritora. Ele é uma revelação de amor e de agradecimento de uma neta para sua avó – dona Joaquina: pelas bocas da noite em que se sentava, na cadeira de macarrão vermelha, e narrava histórias que ultrapassaram gerações. Elas continuarão, poque Danielle Soares as guarda e as projeta para o futuro. Esta obra é fruto dessa memória.

Senhoras da Justiça 2ª edição – Graça Figueiredo

A autora traz uma reflexão sobre a presença da mulher no desenvolvimento da sociedade no mundo. Este livro tenciona confirmar a ação da mulher nas esferas da interpretação do direito e da administração da justiça.

Contos que não mais contarei – Cacilda Barboza

Este livro surge como uma novidade na literatura amazonense, porque inaugura a literatura do grotesco entre nós. Ele tem origem nas histórias contadas por ribeirinhos, seringueiros e indígenas, recolhidas pelo irmão da autora. Cacilda Barboza transforma e dá perenidade à visão de mundo a muitos que habitam nas margens dos nossos rios e nos interiores das nossas florestas.

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