25/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Carnaval em Manaus gera 20 mil postos de trabalho na cadeia produtiva cultural

Publicado em 05 de fevereiro, 2023

Carnaval em Manaus gera 20 mil postos de trabalho na cadeia produtiva cultural

Artesão Pedro Batista reforça o orçamento durante o período de Carnaval, assim como outros artesãos.
Foto: Arthur Castro/Secom

O Carnaval é um período que vai muito além de festa e folia. Em Manaus, representa também trabalho, renda e sustento para mais de 20 mil fazedores de cultura, dentre eles, em média, 10 mil artesãos envolvidos no preparo de alegorias e fantasias. O governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, impulsiona o desenvolvimento econômico dos trabalhadores culturais nas comunidades com os recursos destinados às escolas de samba.

Nos barracões das agremiações, trabalham diversos profissionais, de corte e costura, artesanato, produtores de adereços entre outros. A maioria vive e constituiu família na comunidade de origem da escola de samba.

O secretário de Cultura, Marcos Apolo Muniz, assinala que festividades como o Carnaval garantem a movimentação da economia criativa e alcançam produtores culturais dentro das comunidades.

“Investir no Carnaval oportuniza inúmeros empreendedores, artistas locais e artesãos, que contam com esse período para aumentar a renda. Neste ano, a festa vai gerar mais de 20 mil postos de trabalho, o que, além de envolver toda a comunidade, reforça a identidade da cultura amazonense em uma das principais festas do estado”, afirma o secretário.

A costureira Raimunda Pantoja, de 54 anos, atua na escola de samba Mocidade Independente de Aparecida e conta que já trabalhou em diversas agremiações ao longo dos anos. Para ela, o Carnaval representa uma paixão que vem de família e a principal fonte de renda.

“Trabalhar no Carnaval é uma grande fonte de renda, realmente uma ajuda financeira. Nessa época conseguimos manter as despesas do ano, consigo envolver outras pessoas no processo de produção, e elas lucram com isso também”, comenta Raimunda.

“Nós vivemos nesse meio de coração aberto e tenho muito orgulho do que eu faço. Minha vida inteira é baseada no Carnaval, na folia. Hoje, a minha família está toda envolvida com festivais na capital e interior”, acrescenta a costureira.

Amor e ofício
A artesã Lúcia do Carmo, 53, enfatiza que o trabalho artesanal, durante o Carnaval, garante ganho financeiro e, além disso, representa bem-estar e amor.

“Eu trabalho por amor à escola e também porque preciso, representa um ganho financeiro. Esse trabalho para mim é uma terapia, me anima, ocupa meu tempo e tira o estresse do dia a dia. Eu gosto de coração de trabalhar com fantasia de Carnaval”, diz a artesã, que trabalha há 15 anos na escola Reino Unido da Liberdade.

A data também reforça o orçamento do artista Pedro Batista, 53, que trabalha há 14 anos com produções culturais e artesanato.

“O Carnaval gera emprego e renda para quem trabalha com artesanato. É uma data que aguardamos ansiosos e, com certeza, aumenta nossa renda”, diz o artista.

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