30/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Acervo apreendido com anestesista tinha vídeos de estupro de bebês, diz delegado

Publicado em 22 de janeiro, 2023

Acervo apreendido com anestesista tinha vídeos de estupro de bebês, diz delegado

O médico Andres Eduardo Oñate Carrillo, preso por estupro de vulnerável e investigado por exploração sexual infantil e por exercício ilegal da profissão, tinha entre as mais de 20 mil mídias apreendidas pela polícia vídeos de estupro de bebês obtidos na internet.

“[São] arquivos extremamente violentos: crianças com menos de 1 ano de idade sendo violentadas sexualmente”, disse Luiz Henrique Marques, titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav), que prendeu Andres na última segunda-feira (16).

“Esses arquivos chamaram a atenção até de policiais mais experientes aqui na Dcav. Eu mesmo já trabalhei aqui três vezes. Tenho alguma experiência em investigação de crimes dessa natureza e me surpreendi com a agressividade desses vídeos”, emendou.

O começo da investigação

Essas mídias apareceram no radar da Polícia Federal (PF) no mês passado. O Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Pornografia Infantil da PF identificou a possibilidade de vasta movimentação de arquivos de exploração sexual de menores por Andres e alertou a Polícia Civil do RJ.

A Dcav confirmou as suspeitas da PF e descobriu que Andres armazenava 20 mil arquivos — muitos de abusos infantis.

No meio do acervo estavam os três vídeos que Andres gravou ao estuprar duas pacientes — razão por que está preso provisoriamente. Ainda segundo a polícia, Andres produziu vídeos pornôs com menores.

A PF tinha informado à Polícia Civil que parte desses arquivos pode ter sido obtida através da tática do grooming — quando o criminoso estabelece uma relação de confiança e cria uma ligação emocional com a criança até que ela aceite enviar o material.

Segundo a polícia, Andres se valeu de um perfil falso, que simulava uma criança, e se aproximou das vítimas sugerindo troca de imagens e vídeos de cunho sexual.

“Encontramos gravações de tela de seu celular com conversas com crianças que enviavam fotos e vídeos. Ele aproveitava para gravar e armazenar o conteúdo para utilização futura”, completou o delegado Luiz Henrique Marques.

Esse conteúdo é compartilhado na deep web, ou internet invisível, reduto comum de distribuição e circulação de materiais pornográficos, mas de difícil fiscalização.

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