19/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Cebola e tomate pesaram nas altas da inflação em novembro

Publicado em 09 de dezembro, 2022

Cebola e tomate pesaram nas altas da inflação em novembro

A cebola e o tomate foram os itens que mais subiram em novembro, de acordo com levantamento dentro dos subitens que compõem o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (9).

Dos 50 itens, 37 são do grupo Alimentação e Bebidas. Dentro dos 13 restantes está a gasolina, que tem grande peso no indicador e foi a maior influência individual na alta de 0,41% em novembro.

Já entre as maiores baixas estão a abobrinha e as passagens aéreas. O leite longa vida também é destaque entre as quedas.

Do total dos 50 subitens que mais caíram, 24 são do grupo Alimentação e Bebidas, número bem menor que os que estão no ranking das maiores altas. Dentro dos 26 restantes, além da passagem aérea, estão subitens como computador, colchão e transporte por aplicativo.

No acumulado de 12 meses até novembro, a cebola e o limão foram os destaques de alta. A passagem aérea também aparece na lista. Dos 50 itens, 37 são do grupo Alimentação e bebidas.

O IPCA teve alta de 0,41% em novembro. Já a inflação acumulada nos últimos 12 meses foi de 5,90%, abaixo dos 6,47% observados nos 12 meses imediatamente anteriores e a menor taxa desde fevereiro de 2021 (5,20%). No ano, o IPCA chega a 5,13%.

Indicadores

O indicador ficou 0,18 ponto percentual abaixo do que foi registrado em outubro (0,59%). Em novembro de 2021, a taxa havia sido de 0,95%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em novembro.

Os grupos Transportes e Alimentação e bebidas foram os que impactaram de forma mais expressiva o índice do mês. Juntos, os dois contribuíram com cerca de 71% do IPCA de novembro. De acordo com o IBGE, o maior impacto veio de combustíveis, que fazem parte do primeiro grupo, por causa da alta da gasolina.

Já a maior variação veio de Vestuário, ficando acima de 1% pelo quarto mês consecutivo. O grupo Saúde e cuidados pessoais ficou próximo da estabilidade, mostrando uma desaceleração em relação a outubro (1,16%). Habitação, por sua vez, ficou acima do observado no mês anterior (0,34%).

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