
Onda de protestos tomou conta do país após a morte da jovem curda Mahsa Amini sob custódia da polícia do Irã, Foto: Reprodução
O procurador-geral iraniano, Mohamad Jafar Montazeri, anunciou na noite deste sábado o fim da chamada polícia moral do Irã.
A instituição foi criada em 2005 e tornou-se alvo de muitas críticas nos últimos meses pelas prisões de jovens mulheres que não se vestiam “adequadamente” aos costumes do país.
“As mesmas pessoas que criaram a polícia da moralidade a desmantelaram”, disse Montazeri. Ele enfatizou que a instituição “não tem nada a ver com o poder judicial”.
Ainda segundo o procurador-geral iraniano, o judiciário continuará a fiscalizar o comportamento em nível comunitário, e afirmou que o vestuário feminino continua a ser muito importante.
Ontem, o Conselho de Segurança do Irã confirmou mais de 200 mortes em razão dos protestos que acontecem no país. Mas, a estimativa de ONGs estrangeiras de Direitos Humanos é de 448 mortes.
Teerã acusa países do Ocidente de incentivarem a onda de protestos que tomou conta do país após a morte da jovem curda Mahsa Amini, detida no mês de setembro pela polícia moral por supostamente usar “trajes impróprios”.
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