
Foto: Divulgação/Antônio Pereira/Semcom
Para fechar as comemorações de 353 anos do aniversário da capital amazonense, a Prefeitura de Manaus realizou um evento de confraternização, com os artistas indígenas e a imprensa, encerrando a 2ª Mostra de Arte Indígena de Manaus. O palco da celebração foi o Palácio Rio Branco, no Centro, com a organização da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e do Conselho Municipal de Cultura (Concultura).
“A Mostra de Arte Indígena de Manaus é uma das ações culturais mais expressivas do país, pelo reconhecimento que faz de nossa ancestralidade indígena”, disse o presidente do Concultura, Tenório Telles.
Para essa edição especial, a mostra foi ampliada para 26 artistas residentes em Manaus, com convidados de 12 etnias que expuseram obras de arte, como quadros, esculturas e vestimentas com grafismos, expressando suas culturas e cosmologia.

Foto: Divulgação/Antônio Pereira/Semcom
“A Mostra de Arte, ao longo dos 25 dias aberta ao público, recebeu mais de 500 pessoas de vários países e estados brasileiros que visitaram a exposição comemorativa do aniversário de Manaus”, informou Telles, que anunciou ainda os preparativos para a mostra de 2023, como evento oficial relevante para a cena das artes visuais.
A artista Elisangela Oliveira Kulina é estilista e moradora do bairro Parque das Tribos, no Tarumã-Açu. Ela disse que está muito honrada em participar da mostra. “Estamos tendo uma grande oportunidade e assim conquistaremos cada vez mais os nossos espaços”.
Já a artista Neide Miranha, que apresentou peças de roupas com grafismo indígena que significam “rapidez e o ataque certeiro da cobra, em conexão com a mata”, agradeceu o privilégio de participar da mostra proporcionada a ela e aos parentes artistas.

Foto: Divulgação/Antônio Pereira/Semcom
O artista visual Amadeu Sateré, nascido no interior de Maués, também é morador do Parque das Tribos, em Manaus, e se diz artista desde que se entende por gente. “Aprendi sobre minha cultura ainda pequeno. Hoje em dia uso minha arte para me sustentar e sustentar minha família vendendo artesanatos, telas e peças de roupas pintadas”, conta.
Suas telas têm como significados formiga tribal, a tucandeira e seus grafismos de palhas, que são símbolos de resistência para os povos indígenas; em outra, o peixe representa o povo Kambeba do Alto Rio Solimões, com seus traços de preparação e sabedoria Omágua.
“Gostei muito de poder expor minha arte, minha cultura, não só a minha como a dos outros parentes. Espero que isso possa se expandir e que todos possam cada vez mais conhecer sobre nós povos indígenas, os povos originários. Waku sese!”, agradeceu Amadeu, na sua língua, que significa “Muito obrigado”.

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