
Foto: Divulgação
Carlos Javier Carreno Pizon, 24, Railson Lucas Silva de Vasconcelos, 23, e Robert Diego Serrão dos Santos, 29, foram presos nesta quarta-feira (21) pelo latrocínio de Agnaldo Freire Silva, 41.
O crime aconteceu no dia 5 de setembro deste ano na praça da Saudade, no Centro de Manaus. Agnaldo trabalhava como motorista e estava aguardando uma corrida quando o trio entrou no carro e anunciou o assalto.
Após ser baleada, a vítima foi socorrida por colegas, mas deu entrada na unidade hospitalar já sem vida.
Segundo o delegado Adriano Félix, da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), durante a oitiva os acusados revelaram que eles fazem parte de uma facção criminosa e foram ao local com a intenção de roubar um carro para executarem um rival.
No momento da abordagem, a vítima conversava através de um aplicativo de mensagens de voz com um colega de trabalho que ouviu todo o crime.
“Foi quando o colega, em depoimento, mencionou que ouviu inclusive os indivíduos falando ‘Ei, você faz uber? Irmão perdeu, isso é um assalto’. Nesse momento a vítima assustada acabou acelerando o veículo. A orientação que nós damos é nunca reagir a assalto nenhum. E nessa que ele acelera o Railson, vulgo ‘Chocó’, acaba desferindo três disparos que levou a vítima a óbito”, explicou o titular da DERFD.
Ainda de acordo com o delegado, o trio não tinha intenção nenhuma além de roubar o carro. Contudo, a vítima tentou tomar a arma que estava em posse de Railson e entrou em luta corporal dentro do veículo com os assaltantes.
“Segundo o que Railson menciona ele não tinha o que fazer. Ele estava dentro do carro trancado com o carro acelerando e a vítima com a mão direita querendo tomar a arma dele. Foi quando ele efetuou o primeiro disparo, a vítima não parou. Efetuou o segundo disparo, a vítima também não parou. Quando a vítima encosta o carro, ele tenta sair do carro, mas a vítima ainda vem pra cima dele e ele efetua o terceiro disparo”.
O trio foi identificado a partir de imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos próximos ao local do crime. Durante a abordagem policial, Railson estava com a arma usada no crime na cintura e também munições. Ele e Robert já possuem passagem e este último usava tornozeleira eletrônica. Carlos Javier é venezuelano e por isso a polícia não conseguiu acesso a sua ficha criminal.
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