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Karina Bezerra, de 26 anos, foi assassinada após ser “condenada” pelo chamado “tribunal do crime” do Primeiro Comando da Capital ( PCC) por negar um beijo a um traficante da facção criminosa em um bar no Itaim Paulista, zona leste da capital paulista, e denunciar o caso, segundo a polícia.
O assédio do bar ocorreu na noite do dia 13 de agosto, quando foi levada a um cativeiro e foi mantida em cárcere privado. Ela escapou ao ser resgatada por policiais militares. A mulher, então, relatou o que aconteceu em depoimento à Polícia Civil e ficou escondida em Taboão da Serra, na Grande São Paulo.
Mas o seu paradeiro foi descoberto há três semanas por membros do PCC. Segundo a polícia, ela foi assassinada. O corpo ainda não foi encontrado.
Segundo a Polícia Civil, Karina, que trabalhava como cuidadora de idosos, foi assassinada na favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo.
Suspeitas de envolvimento no crime, três pessoas foram presas em flagrante na última quarta-feira (14) pelo Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), indiciadas por tráfico, associação para o tráfico e porte ilegal de arma.
Os agentes encontraram no local um revólver calibre 38 e apreenderam drogas, como crack, cocaína, maconha e lança-perfume.
Entre os presos, estava Brendon Soares, 27, apontado pelos investigadores como suspeito de ser o responsável pelo “tribunal do crime” do PCC na favela.
Segundo a Polícia Civil, ele admitiu envolvimento no assassinato de Karina, mas não deu informações sobre o paradeiro do corpo.
Os agentes também identificaram três imóveis a serviço do crime organizado, onde eram armazenadas as drogas.
Com informações da UOL